O centésimo gol não surpreendeu Rogério Ceni, mas a grande repercussão causou espanto no são-paulino. “Nem na Libertadores, nem nos títulos brasileiros eu recebi tanta mensagem como desta vez. Devo ter recebido umas 80 mensagens de textos. Nem no dia do meu aniversário foi assim. Foi um carinho muito grande de todos. Treinadores, amigos, jogadores, familiares... todos me ligaram. Foi muito especial”, ressaltou o arqueiro do Tricolor.
Dois destes amigos que parabenizaram Rogério Ceni, inclusive, foram determinantes na histórica marca. O ex-jogador Adriano, meia do São Paulo nos anos 90 e 2000, e o atacante Fernandinho, foram os são-paulinos que sofreram as faltas do primeiro gol, em 1997, e também do centésimo, no domingo, e possibilitaram a marca.
Por isso, o MARCA BRASIL procurou ambos para que descrevessem detalhes das jogadas que ajudaram o capitão a entrar para a história como o maior goleiro-artilheiro do mundo. “Me lembro claramente daquele lance. Foi uma jogada típica de camisa 10, que cava a falta próxima à área para buscar o gol. Fui derrubado e, como o Rogério já treinava faltas há algum tempo, eu, que era o batedor oficial, vi que seria uma grande oportunidade. Não deu outra. Ele foi lá e fez o gol”, recordou Adriano, hoje com 36 anos e já aposentado.
Se o ex-meia foi importante para o início da caminhada, Fernandinho foi fundamental para a glória ser eternizada. “Quando vi a grande área próxima, lembrei que ainda não tinha tido falta durante o jogo. Por isso, deixei o corpo para sofrer a falta e possibilitar que o Rogério pudesse marcar o centésimo”, explicou o camisa 12, antes de fazer uma revelação. “O Rogério veio me agradecer depois do jogo. Poxa, eu que tenho que agradecer, pois ter a chance de entrar na história de um atleta como ele, não é fácil”.

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