Exclusivo: Rogério Ceni quase não bateu a falta do centésimo

LANCENET! revela bastidores da cobrança épica: 'não' de Carlinhos Paraíba escreveu a história

Fonte Lance!

Momento exato em que Rogério Ceni coloca a mão na boca e pergunta para Carlinhos se ele está vendo a trave (Foto: Tom Dib)
O centésimo gol saiu! Em cima do Corinthians. Os são-paulinos vestiram a camisa e foram às ruas como se fossem campeões. O nome de Rogério Ceni é o mais falado dos últimos dias. Sorrisos estampados.
E tudo isso graças a... Carlinhos Paraíba! O volante, patinho feio do Tricolor até pouco tempo atrás, não só ascendeu à equipe titular, como também reservou seu lugar na história ao dizer “não” a Ceni.
Quando Guilherme Cereta de Lima marcou a falta sobre Fernandinho, Rogério se dirigiu com passos firmes ao campo de ataque. Ao chegar, porém, foi surpreendido.
– A bola estava uns dois metros para trás do que eu imaginava. É uma diferença considerável para o batedor. Mas pensei: puxa vida, agora estou aqui, né – disse o ídolo em entrevista ao LANCENET!, nesta segunda-feira.
Ao apoiar o pé esquerdo ao lado da bola para tomar distância, o camisa 1 teve a percepção que poderia ter modificado a história. Julio Cesar, goleiro do Corinthians, armou a barreira se preparando para evitar o centésimo e deixou aberto o lado para um cobrador canhoto. Ceni conseguia enxergar a trave, sinal de que, com o pé esquerdo, um atleta poderia fazer o gol sem que a bola precisasse passar sobre a barreira.
O goleiro-artilheiro não teve dúvidas e deu a dica a Carlinhos, volante canhoto que estava a alguns metros. Com ainda menos dúvida e ciente de ser coadjuvante naquele momento, o Paraíba respondeu:
– Tá passando não, patrão!
Ao LNET!, Rogério assegurou que se a resposta do parceiro tivesse sido positiva, teria aberto mão de finalizar.
– Ele bateria porque a probabilidade de fazer o gol era maior do que a minha. Foi extremamente engraçado, a parte cômica dessa coisa tão serena. Acho que a história tinha de ser escrita dessa forma. O Carlinhos agora está na história – brincou.
Na comemoração, o volante era um dos mais eufóricos. Um dos primeiros a seguir o goleiro centenário até a linha de fundo e um dos últimos a abandoná-lo. Mais um abraço, outro afago em Fernandinho, e o alívio por ter se recusado a bater a falta.
Agora, Ceni curte os louros de mais um feito histórico. Feito em Barueri com marquinha da Paraíba...
O MOMENTO HISTÓRICO
O diálogo
Ao ajeitar a bola e apoiar o pé esquerdo para tomar distância, Rogério Ceni percebe o caminho para que a bola passe por fora da barreira, batida por um canhoto. Na foto, o momento em que o goleiro leva a mão à boca para chamar Carlinhos.
Rogério Ceni:
– Carlinhos, Carlinhos, olha lá! Vem andando na direção da bola e olha, tá passando direto. Tá passando direto!
Carlinhos:
– Patrão, tá passando não! Pode bater você que não tá passando, não!
A reação
Rogério Ceni se divertiu ao lembrar da reação do companheiro. O goleiro tinha certeza de que a cobrança era mais propícia a um canhoto e o volante, ciente disso, não quis interferir em seu momento de glória. Para sorte dos são-paulinos, foi Ceni quem bateu.
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