
Entre a vitória na partida e o lucro com as barraquinhas, os vendedores ficam com a segunda opção
Foto: Léo Pinheiro/Especial para Terra
A realização do maior clássico paulista na arena Barueri é uma atração para quem mora na vizinhança. Entretanto, também representa uma importante fonte de renda para quem tem uma residência, na maioria das vezes humilde, para ceder como estacionamento de motos por R$ 10 ou de abrigo para barraquinhas de sanduíche, cachorro-quente e bebidas, normalmente em troca de R$ 100.
A auxiliar administrativa Andreia Aparecida de Souza, 30 anos, afirma que nem sempre é um trato fácil para ceder o quintal de casa para uma barraquinha de sanduíche na chapa. "A polícia exige que a barraca seja desmontada 15 minutos antes do final do jogo para que não haja aglomeração", diz. Num ambiente tomado pela torcida são-paulina, ela exibia um discreto modelito alvinegro. Mas estava segura pela presença do marido, o laminador Mizael da Silva, 30 anos, torcedor tricolor.
Para fazer algo em torno de R$ 300 por jogo a auxiliar de limpeza Eunice Silva Souza, 52 anos, reserva o jardim de casa para as motos. Próximo ao portão é o espaço da barraquinha de churrasquinhos, sanduíches de pernil e calabresa e refrigerantes. Pelos R$ 100 a vendedora pode explorar o espaço à vontade.
Na janela deixa uma camiseta do São Paulo, clube do coração. Mas pergunte a ela o que é mais importante, a renda extra ou o clássico. "O jogo é muito bom porque é divertido, mas o melhor mesmo é o lucro no final", garante.