"Se tivesse que imaginar uma maneira, não poderia ter sido melhor", afirmou no vestiário.

Rogério Ceni comemora seu 100° gol durante o clássico entre São Paulo e Corinthians
Perguntado sobre quem teria sido o responsável por lhe incentivar a tentar fazer gols, o são-paulino explicou. "O que me fez não foi tanto as pessoas, mas a situação. Em 1996, comecei a treinar porque o São Paulo não tinha um bom cobrador de falta. Eu falava com o Telê [Santana, técnico da equipe do Morumbi na oportunidade], chegava meia hora antes dos treinos. Comecei por conta própria", disse.
Em seguida, completou: "Mas devo mencionar também o Muricy [Ramalho], que foi o primeiro treinador a me autorizar [a cobrar falta], em 1997. Teve muita personalidade".
No meio da entrevista, Ceni revelou uma curiosidade entre ele e o goleiro do Corinthians, Julio Cesar, que terminou sofrendo a marca histórica na Arena Barueri. "Em 2008, estava nos Estados Unidos e fui para um jogo entre Orlando Magic e San Antonio Spurs, pela NBA, na Flórida. O ginásio tinha 20 mil pessoas. Quando fui sentar, era o Julio quem estava na poltrona ao meu lado, vocês acreditam?".
E encerrou, visivelmente emocionado: "Eu não sou muito de ficar falando de Deus, tem gente que fica citando toda hora, mas não posso deixar de agradecer a ele neste momento. Minha mãe lá no céu, sem dúvida nenhuma, também está muito feliz".