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Disputado no Morumbi sob insistente chuva e com diversos fatos inusitados, o primeiro Choque-Rei de 2011 foi quente e cheio de polêmicas. Entre as tradicionais discussões sobre a postura da arbitragem, fato corriqueiro em confrontos dos grandes, o técnico Luiz Felipe Scolari atacou o São Paulo ao afirmar que as reclamações do rival têm o objetivo de buscar benefícios na próxima rodada do Estadual. A resposta veio da direção tricolor.
Em conversa exclusiva com a reportagem, o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, debochou da acusação de Felipão. O dirigente alega que o Tricolor sofre constantes problemas com a arbitragem no Estadual, até por carregar rusgas antigas com a Federação Paulista de Futebol (FPF).
"O grande problema é que esse amanhã que o Felipão cita para o São Paulo ser beneficiado nunca chega. Se isso realmente ocorresse, nós não seríamos prejudicados como acontece no Campeonato Paulista", lamentou o representante tricolor.
No confronto diante do Palmeiras, o São Paulo reclamou que o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza utilizou critérios diferentes em campo. A equipe do Morumbi terminou a partida com um jogador a menos, em função da expulsão de Alex Silva, e alega que os atletas do Verdão não sofreram o mesmo tipo de punição em jogadas violentas.
Conhecido pela conduta arrojada em partidas importantes, o meia Valdívia causou os principais protestos no São Paulo. O chileno foi acusado de pisar no volante Carlinhos Paraíba e de acertar uma cabeçada no zagueiro Miranda. Ele seguiu na partida até o final.
"Eu sinceramente não gostei da arbitragem, achei muito ruim, mas prefiro fazer uma ressalva sobre a honestidade da pessoa que apitou. O problema é que os nossos jogadores receberam punições fortes. O mesmo não aconteceu do outro lado", comparou João Paulo de Jesus Lopes.