
Juvenal Juvêncio (esq.) ao lado do zagueiro Miranda
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
O São Paulo é terra de Juvenal Juvêncio. Quem garante isso é o próprio Juvenal, presidente do clube, que concedeu entrevista nesta segunda-feira, na Caixa Econômica Federal,durante o evento de entrega definitiva da Taça das Bolinhas ao clube paulista. "Seria bom (ter oposição). Seria ótimo. Estimula. Quem sabe aparece um", afirmou o mandatário, que preside o São Paulo desde 2006.
Questionado sobre a possibilidade tentar mais um reeleição (seria a segunda, contrariando o estatuto do clube, que prevê uma reeleição), Juvenal defendeu o prosseguimento de sua administração, ressaltando os bons frutos de sua gestão ao clube.
"(O continuísmo) é uma decisão que compete a nós e que a nós cabe decidir", disse Juvenal, que, prosseguiu: "eu acho justíssimo, porque o São Paulo precisa de competência, como está tendo, eu não sou candidato ainda. Não sei se serei candidato, mas se for, é justo".
O presidente reconheceu o direito de seus adversários reclamarem, mas desfez da força de seus rivais. "Cada um decide internamente seus problemas a oposição fala em golpe, mas a posição nem existe".
Copa do Mundo e provocação
Juvenal falou ainda em sua entrevista sobre um de seus assuntos preferidos: a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. "Se você me pergunta se eu acredito, eu digo que sim. Eu não posso deixar de acreditar. Nós temos um estádio irrepreensível e ninguém aponta um erro. Se o governo for fazer em Itaquera, deus ajude. Que eu não creio, não creio", declarou o presidente tricolor, há cinco anos no cargo, sobre a possibilidade de o Morumbi ser sede da Copa.
Por fim, Juvenal provocou outros dirigentes, ao ser questionado sobre a raridade de suas entrevistas. "Quando eu falo, não falo abobrinha. Eu vejo dirigente falando o que falam. O Juvenal não fala todo dia e quando fala, fala forte", concluiu.