Apesar de ser considerado um dos principais jogadores do time, titular absoluto do técnico Paulo César Carpegiani, Ricardo Oliveira não fez a diferença em 2010. Ele chegou ao time durante o período de paralisação do Campeonato Brasileir, estreou na semifinal da Libertadores e, apesar de marcar um gol no jogo de volta contra o Internacional, não foi o suficiente para classificar o time à decisão do torneio.
No Brasileirão, as lesões atrapalharam e o atacante participou de apenas 15 partidas, marcando sete gols e fazendo duas assistências. O principal problema que enfrentou foi uma tendinite no joelho esquerdo, consequência da operação à qual o jogador foi submetido no local. Ao longo do segundo semestre foram, no mínimo, dez jogos perdidos por falta de condição física.
Com ele em campo, o São Paulo venceu seis jogos, empatou quatro e perdeu cinco, chegando a um aproveitamento de 48,9% dos pontos disputados. Nada muito diferente dos 48,25% de aproveitamento considerando-se todos os 38 jogos do time no campeonato.
Ricardo Oliveira terminou o ano como vice-artilheiro do time ao lado de Fernandão e Rogério Ceni, com oito gols cada. Dagoberto foi o principal marcado, com 15 gols. No Brasileirão, o artilheiro foi Fernandão, com oito, enquanto Oliveira e Dagoberto dividiram o segundo lugar com sete cada.
Na sexta-feira, o São Paulo ainda aguardava as informações trazidas por um emissário que foi aos Emirados Árabes negociar a renovação do atacante. No entanto, apesar do otimismo dos dirigentes são-paulinos, o presidente do Santos garante estar esperando que as duas partes não cheguem a um acordo para levar o atleta para a Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira, atacante do São Paulo