Em contrapartida, a arena abrigou nove rentáveis espetáculos de astros da música mundial, tal qual Paul McCartney, e figuras pop do momento, como Beyoncé e Black Eyed Peas. Foram eles, e não os jogadores de futebol, os responsáveis pelo maior lucro anual do estádio na sua história cinquentenária.
"O balanço ainda não foi fechado, mas vamos atingir tranquilamente a projeção de R$ 40 milhões de lucro só com o Morumbi. O dobro de 2009", afirmou o diretor financeiro do São Paulo, Osvaldo Vieira de Abreu. "Além dos shows, a venda de camarotes no estádio, a loja e outras opções de lazer ajudaram nesta conta", completou.
Curiosamente, a conquista financeira se dá no mesmo ano em que o Morumbi foi execrado pela Fifa - acabou excluído da Copa do Mundo de 2014 porque, segundo a entidade que rege o futebol, não tem estrutura para sediar um Mundial.
"A ausência na Copa foi sentida, mas não prejudicará o Morumbi. Em 2011, faturaremos ainda mais com shows. Já temos dois certos, do U2, e outros dois cujos contratos ainda serão assinados. Isso só no primeiro quadrimestre", disse o diretor.
