Na última quinta-feira (15), o São Paulo recebeu o São Bernardo no Morumbi pela segunda rodada do Paulistão e venceu por 1 a 0. Após o apito final, o técnico Hernán Crespo desabafou sobre a crise política que envolve o clube. Aliviado pelo resultado, o treinador admitiu esperar uma rápida solução para o problema.
Crespo destacou a necessidade de manter o departamento de futebol distante das disputas internas e polêmicas que alimentam a turbulência no “Clube da Fé”, embora reconheça que os reflexos são inevitáveis:
“Temos de ficar fora dessas coisas políticas, mas condiciona. Todo mundo precisa que o São Paulo seja claro para poder construir. Construir um São Paulo ainda maior. O clube é maior que todos nós juntos. O mais importante é estarmos unidos, trabalhar e controlar o que podemos controlar. Espero que se resolva rapidamente para o bem do São Paulo.”
Sobre a vitória, o treinador valorizou a postura aguerrida do elenco:
“Com a chuva é difícil ter ideias de jogo, mas o fundamental foi o espírito. Seja com sol, chuva, de dia ou à noite, precisamos jogar com essa vontade e orgulho pela camisa. Nosso objetivo é equilibrar o elenco neste Paulistão e chegar às quartas de final.”
O gol decisivo foi marcado por Luciano, em um belo lance. Crespo celebrou o retorno ao Morumbi e os avanços da equipe nesta fase de preparação para a temporada:
“Estou muito feliz de voltar ao Morumbi depois de três meses. Feliz também pelo Calleri, Wendell e Luciano. É um momento delicado, precisamos estar focados nesta pré-temporada com jogos oficiais.”
O técnico ressaltou ainda as dificuldades com o elenco, já que parte dos jogadores retorna de lesões graves:
“Dos 24 ou 25 atletas, seis estão voltando de problemas sérios. Temos de dar minutagem e equilibrar o grupo. A meta é colocar o carro na pista e chegar às quartas.”
O próximo compromisso do Tricolor será o clássico Majestoso contra o Corinthians, no domingo (18), na Neo Química Arena. Crespo projetou o duelo como um teste diferente:
“Domingo será um desafio completamente distinto. O mais importante é que os jogadores se sintam confortáveis. No fim das contas, não importa se é Klopp, Zubeldia ou Crespo. Sem espírito guerreiro, nada adianta. Hoje mostramos novamente que estamos unidos e alinhados, apesar das dificuldades.”