Carpegiani só dirigiu o São Paulo em uma partida nesta sua segunda passagem pelo clube, mas, ao menos neste início, já mostrou qual será sua marca. O treinador aliou juventude e ousadia. Apostou em garotos, que são irreverentes e buscam sempre o ataque. Resultado: com média de idade de 23,7 anos (levando em conta os 14 atletas que jogaram) obteve um triunfo de 2 a 0 sobre o Vitória, com muitas chances criadas durante os 90 minutos.
No primeiro jogo do comandante, cinco foram os atletas recém-promovidos ao elenco profissional. Diogo, Casemiro e Lucas foram titulares. Sérgio Mota e Lucas Gaúcho entraram no segundo tempo. Sem medo de atacar, Carpegiani apostou em um setor de frente com jogadores leves, de movimentação.
Para sábado, mesmo sem Dagoberto, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, contra o Grêmio Prudente, ele vai manter as apostas em busca da segunda vitória. Ricardo Oliveira está de volta e, ao lado de Fernandinho, ficará como homem de referência na frente.
– Acho que ele vai definir a equipe que acha que será a melhor para o São Paulo. Seguirei dando meu melhor. Vinha numa sequência muito boa antes dessa lesão (na perna direita). Agora, nessa retomada, quero buscar meu espaço para ficar com a vaga de titular – disse Fernandinho.
A nova postura ofensiva do Tricolor não só ficou caracterizada por contar com jogadores de ataque. Pela maneira como se impuseram em campo, fazendo marcação pressão na saída dos adversários, eles conseguiram sufocar o rival durante boa parte deste primeiro confronto.
– É minha ideia e sempre foi (pressionar). Para isso, é preciso entrega, disciplina. Não posso pedir para ser os 90 minutos. É normal que caia um pouco. Mas, enquanto tivermos essa pressão, vamos dominar o jogo e ditar o ritmo – analisou o treinador.

Mesmo com pouco tempo de trabalho, Carpegiani já começa a mostrar sua cara e estilo de jogo. Os atletas, empenhados em fazer o que ele propõe, têm dado conta do recado. Um mistura que deu certo, mas é preciso emplacar de vez na competição.