Vivendo um conflito entre ataque e defesa, a equipe do Morumbi visita o Grêmio, hoje, em Porto Alegre.

O setor defensivo, tão elogiado nas últimas temporadas, entrou em pane neste ano. Desde 2005, o São Paulo não sofria tantos gols.
O goleiro Rogério foi vazado 34 vezes em 25 partidas na atual edição do Brasileiro. A média de 1,36 tento por jogo é quase três vezes maior do que a de 2007 (0,5) e bem superior à do ano passado (1,1).
Acuada pelos números e, sobretudo, pelas falhas que resultaram no tropeço diante do Goiás, a retaguarda resolveu contra-atacar. E elegeu o sistema ofensivo como vilão.
O primeiro a reclamar foi Alex Silva. Ainda no gramado do Morumbi, o zagueiro criticou o individualismo dos seus colegas e cobrou uma ajuda mais efetiva dos homens de frente na marcação.
Ontem, foi a vez de Richarlyson, que volta de suspensão, falar sobre o tema.
"Passamos por uma troca tática que desguarneceu a defesa. Para que isso mude, nossos atacantes precisam de um pouco mais de sabedoria e paciência. Não estou pedindo para eles virarem marcadores, mas falta essa obediência tática. Não é um bicho de sete cabeças, é só dar um passo para trás."
O camisa 20 defende que o time tente embalar atuando como pequeno, "com nove jogadores atrás da linha da bola". Nas próximas quatro rodadas, disputará três partidas como visitante e mandará um jogo em Barueri.
A adoção de um esquema tático mais cauteloso também conta com o apoio de um atacante. Ricardo Oliveira disse que deseja ver a equipe correndo menos riscos.
"Quando jogamos fora de casa, temos que fazer igual a todo mundo: ficar fechados na defesa e contra-atacar", afirmou o centroavante.
A dez pontos do Cruzeiro, último na zona de classificação para a Libertadores, o São Paulo ainda tem a vaga para a competição continental como objetivo declarado.
Mas, antes, precisa acertar sua defesa. Hoje, além da volta de Richarlyson, terá o zagueiro Miranda, que também cumpriu suspensão.

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