Tricolor: O tempo não pára!

Fonte Blog do Torcedor
Nação do Maior do Mundo;
O time que hoje em dia representa o maior e mais sucedido clube do Brasil está capenga. Jogadores perdidos em um esquema de jogo confuso, descaso com o futuro da comissão técnica e declarações precipitadas ou contraditórias por parte de quem comanda o futebol deixam a torcida entristecida.
Parte disso vem da reformulação muitas vezes dolorida de um período recente de glórias e muita inveja dos próximos. Afinal, ganhamos algo que dificilmente alguém repetirá: Um tri-campeonato brasileiro consecutivo de pontos corridos. Foram três anos em que o argumento mais brando contra nós era que os títulos só estavam vindo por causa do sistema de pontos corridos. Passamos por acariações, suspeitas de suborno e até conspiração de próprias entidades que deveriam nos defender, e não nos atacar. E vencemos. Porém, todos sabem que muito mais difícil que chegar no topo é manter-se no topo. Vide a situação do último campeão do torneio.
Mas, mesmo com as inúmeras glórias, não podemos pensar no São Paulo apenas olhando para o passado. Todos nós temos teorias sobre as causas dos erros recentes do clube. Uns mais severos e outros mais brandos debatem no blog o baixo ciclo que, felizmente no caso do tricolor, sempre durou pouco. Historicamente, a nossa fila sempre foi menor que a dos nossos rivais.
Por isso, escolhi o momento para também dar o meu ponto de vista sobre o que acontece com o tricolor hoje em dia.
Não sei se todos sabem, mas no fim de outubro de 2006 fui um dos alunos de um curso ministrado pelos dirigentes do São Paulo Futebol Clube na ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing, aqui na capital.
O curso se chamava Gestão Profissional de Clubes de Futebol, era patrocinado pelo tricolor e o intuito dele em sua essência era mostrar o Plano Diretor que desde 2003 norteia o clube desde quando Marcelo Portugal Gouvea assumiu a presidência, vencendo as eleições daquele ano contra a antiga situação, liderada por Paulo Amaral, que tentava re-eleição.
Comandaram o curso o próprio Marcelo Portugal Gouvea (que havia eleito Juvenal Juvêncio no início daquele ano e era o Diretor de planejamento), João Paulo de Jesus Lopes (Diretor de Futebol), Júlio Casares (Diretor de Marketing), Marco Aurélio Cunha (Superintendente de Futebol) e o já falecido conselheiro Cláudio Aidar, especialista em direito esportivo.
O curso foi excelente e infelizmente só foi feito uma vez na faculdade. Entre as muitas coisas aprendidas por mim e meus companheiros (entre eles alguns dirigentes de clubes como o atual presidente do Grêmio Prudente), o que mais chamou a atenção foi o plano piloto desenvolvido pela diretoria para nortear o clube na nova administração do que é a atual situação do clube.
Lembro-me dos três alicerces básicos que formam o plano: O aumento e melhoria do patrimônio tricolor, a manutenção da saúde financeira (o famoso fechamento azul) e a busca incessante de títulos. Essa tríade, somada com o sistema gerencial dos funcionários foi o segredo do sucesso e, naqueles tempos, a uma revolução na administração do clube, que o retomou com tremenda eficiência as conquistas perdidas na época das vacas magras.
Não podemos dizer que nestes últimos anos o Plano Diretor não tenha sido executado com êxito. De fato aumentamos nosso patrimônio, conquistamos títulos expressivos e também sanamos o caixa do clube, mas o fizemos com um modelo de direção que fatalmente seria superado num futuro próximo. Um modelo que deu certo no seu início, mas que ao logo do tempo foi assimilado pelos adversários e que nos obriga a novamente se reciclar.
Creio que hoje em dia não é hora de repensar esse plano diretor, que em sua essência continua muito bom, mas sim atualizar aqueles que são os responsáveis pela sua direção, seja no alto comando como também nas gerências chaves do futebol, área fundamental para o torcedor. É preciso repensar a maneira com que contratamos os jogadores, aproveitarmos nossas pratas da casa (como felizmente já vem acontecendo) e investirmos em uma ou outra contratação chave, daquelas que fazem realmente a diferença.
Não dá mais para achar que, somente com jogadores em fim de contrato vamos manter a diferença que tínhamos em 2005, 2006 e 2007. Os rivais também aprendem a trabalhar. Não dá para não pensar em trazer alguém realmente diferenciado através do marketing. Não dá para ficar prá trás na reforma do estádio ou no plano de sócio torcedor. Enfim, é preciso encontrar novas maneiras de trabalhar o Plano Piloto sem depender da velha gestão usada no passado e que hoje em dia engessa o clube.
Essa é a minha visão. Reformulação sem perder o foco. É preciso ter a mesma filosofia vencedora, porém com novas idéias, novas maneiras de pensar e agir, saber como se posicionar politicamente entre os clubes e junto a CBF sem baixar a cabeça ou virar capacho, mas usar mais a inteligência, e não somente usar o discurso do confronto. Não podemos reclamar ao longo desses últimos cinco anos mas também não podemos achar que o nosso modo de administrar o clube seja eterno. No futebol, bem como na vida preciso sempre se reciclar.
Afinal, como sabiamente disse o poeta Cazuza em uma de suas mais célebres canções, “o tempo não pára”. É preciso que os dirigentes e conselheiros não permitam que o São Paulo fique estacionado no tempo.
Saudações tricolores!
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