São Paulo 0×3 Goiás
Péssima organização defensiva
Baresi me parece um treinador promissor. Ousado, gosta de variações táticas e não se apega aos padrões conservadores da maioria dos treineiros. A forma como trabalha o leva a grandes acertos e gafes enormes.
Diante do Guarani, usou Rodrigo Souto na lateral e zaga pela direita. O Bugre não tinha nenhum jogador de velocidade naquele lado. Contra o Goiás, com o rápido Felipe aberto ali e o experiente e competente Junior, o risco de tomar gols era óbvio.
Baresi o desprezou.
Souto foi zagueiro na direita. Jean atuou no meio, tal qual Casemiro que em alguns momentos, quando o São Paulo recuperava a bola, virou ala.
Ninguém se responsabilizou pela lateral. Se tentaram revezar a marcação lá, nem chegaram perto de conseguir. O lado direito do sistema defensivo sãopaulino teve, nos 45 minutos inicias, uma das piores atuações que vi em toda vida. Amador, infantil, patético sob o ponto de vista competitivo do futebol profissional.
Mortal Goiás
O Goiás que iniciou a marcação no campo de defesa, atrás da linha do meio campo, demorou um pouco para forçar o jogo daquela lado. O São Paulo, ao contrário, começou tentando pressionar. Marcou a saída de bola com Ricardo Oliveira, Lucas e Marlos, teve Carleto e Casemiro com bastante liberdade de apoio, e criou as primeiras oportunidades. Pecou na finalizações.
A partida ficou interessante, Os anfitriões no ataque donos da posse de bola, e os visitantes atrás, mas com a avenida para o contragolpe.
Do lado direito da defesa sãopaulina saiu o cruzamento rasteiro que terminou com o gol de Carlos Alberto, aos 23.
O São Paulo foi ao ataque e deixou ainda mais espaço. Os esmeraldinos perceberam que valia a pena pressionar os zagueiros e volantes do adversário.
Os contra-ataques e a marcação mais a frente deram total controle do jogo ao time de Jorginho.
Jean, muito elogiado por alguns, mas para mim apenas um volante mediano, foi mal demais. Não achou o posicionamento atrás, fracassou no apoiou e passae na defesa.
Felipe, aos 35, entrou livre na direita e rolou para Rafael Moura, sem marcação, aumentar a vantagem. Aos 46 Jean errou a saída de bola (ele reclama de falta) e de novo o “He-Man” balançou a rede.
O resultado era justo.
Junior, Felipe e até Marcão aproveitaram os buracos na defesa do São Paulo.
Wellington Monteiro, Carlos Alberto e Amaral fizeram ótima marcação no meio. Quando tomou a gorduchinha, o Goiás foi rápido, objetivo e eficaz.
Outro erro de escalação
Eu não teria alterado a escalação do São Paulo para a etapa complementar. O time não estava mal quando tinha a bola. Era necesário reposicionar a defesa e pedir aos jogadores mais pegada e atenção. Bastava tirar Jean do meio e colocá-lo na direita.
Mas Baresi voltou com Dagoberto no lugar de Jorge Wagner que tinha levado cartão amarelo. Naquele momento matou a minúscula chance de reação.
A óbvia mediocridade
Até substituir o inseguro Samuel por Cleber Santana, aos 9 minutos, a avenida na direita continuava livre e o Goiás mais perto de fazer gol.
Depois Jean finalmente para a lateral, C. Santana fez a dupla de volantes com Casemiro, Souto e Alex Silva ficaram na zaga, Marlos, Dagoberto, Lucas e Ricardo Oliveira formaram o quarteto ofensivo.
Jorginho trocou Carlos Alberto por Jonilson, o Goiás voltou a se posicionar mais atrás, apenas para o contragolpe, contudo agora em vão.
Vã pressão
A pressão sãopaulina resultou em bolas próximas do gol de Harley, duas ou três grandes defesas dele, um errro do apitador ao não dar a vantagem que terminou com o gol de Marlos ( noutras jogadas usou a lei da vantagem) e numa reclamação de Ricardo Oliveira no carrinho de Wendell que acerta primeiro a bola antes de tocar no centroavante.
Em nenhum momento o São Paulo jogou o suficiente para justificar alguma reação.
Bela atuação do Goiás!
Se mantiver o padrão, escapará do rebaixamento.
Goiás, eficaz e objetivo, ganha fácil do São Paulo muito mal posicionado atrás
Fonte Blog do Birner
26 de Setembro de 2010
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