pela diretoria são-paulina.
Na nona colocação do Campeonato Brasileiro e com o sonho de ir à Libertadores cada vez mais remoto – são dez pontos de diferença para o G-3 – Baresi mantém o discurso de que “ainda dá”. Faltando 13 jogos, o São Paulo vai disputar 39 pontos. Enquanto se apega às contas, o treinador, que surgiu como tampão e de tanto ir ficando já quase se parece um efetivo, ganha força dos dirigentes. Mesmo com técnicos de renome como Vanderlei Luxemburgo, demitido quinta-feira do Atlético Mineiro, livres no mercado.
- A questão da interinidade pouco vale se você dá ao seu treinador o respaldo necessário. O São Paulo ainda segura seus técnicos. O futebol tem um dinamismo que, aqui, nós contrariamos. Não é do nosso feitio mudar a rota por causa de maus resultados - afirmou o superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha.

Com o respaldo da diretoria, Sérgio Baresi tem promovido garotos da base (Foto: Ag. Estado)
À frente do time principal do São Paulo, Baresi tem 12 partidas como técnico. Foram cinco vitórias, três empates, quatro derrotas, 36 pontos disputados e 18 conquistados, num aproveitamento exato de 50%. O time até conseguiu um lampejo de recuperação, quando bateu Atlético-GO, Atlético-MG e Flamengo na sequência, mas logo depois tropeçou duas vezes, diante de Botafogo e Internacional. Agora, vinha de dois triunfos, com Palmeiras e Guarani, mas novamente brecou sua escalada ao ser goleado em casa pelo Goiás em casa.- O problema de ser um técnico jovem é não ter lastro para se defender nas derrotas. O Felipão (técnico do Palmeiras) perde jogos, dá explicação e está tudo bem. Técnico jovem não tem isso. Aí, se não tem apoio da diretoria sucumbe - diz Cunha.
Outro que defende Baresi é o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Antes mesmo do jogo com Goiás, ele dizia que nunca o considerou um interino e que o treinador poderia até mesmo ficar até o fim do ano, ou continuar para 2011.

Garotos como Lucas vêm tendo oportunidade de se destacar com Sérgio Baresi (Foto: Ag. Estado)
Algumas teses são defendidas nos bastidores do Morumbi. Uma dá conta de que o São Paulo já teria um pré-acerto com um técnico de ponta para o próximo ano e iria com Baresi até o final desta temporada, independentemente dos resultados. Mesmo que isso custasse uma vaga na Libertadores, torneio que o Tricolor disputa seguidamente desde 2004. Outra teoria, até sustentada na primeira, é que o presidente Juvenal Juvêncio, profundo defensor das categorias de base são-paulina (foi ele quem inaugurou o CT de Cotia), estaria apostando numa ampla renovação do seu elenco. Entendendo que seria preciso deixar alguém que saiba valorizar os meninos vindos das categorias menores para criar uma nova geração vencedora, o mandatário manteria Baresi no cargo até dezembro. Com ele, garotos como Diogo, Lucas, Casemiro, Samuel e Zé Vítor têm tido oportunidade de jogar. Até agora, Lucas é quem mais se destacou.
- Disputamos a Libertadores por sete anos consecutivos. Pode ser que um ano tenhamos de organizar a equipe para fazer um campeonato melhor depois. Estamos numa fase de transição e o presidente Juvenal acha que os frutos virão - completa Marco Aurélio Cunha.