O presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio, está fazendo jus à sua fama de pão-duro e até deu uma basta público na negociação. Porém, tal atitude pode ser analisada como uma tentativa de mostrar para Dorival que se ele precisará pedir uma remuneração menor se quiser treinar o São Paulo.
"Não vou contratar o Dorival Júnior. Dizem que vou contratá-lo por R$ 480 mil e dizem até a hora em que ele vai se apresentar. Isso não é verdade", declarou o dirigente tricolor, nesta quinta-feira, à "ESPN Brasil".
A negativa de Juvenal também serviu para ele valorizar o trabalho do técnico interino do time, Sérgio Baresi, e para tentar dissociar a demissão de Dorival com o assédio que o clube do Morumbi já teria feito ao comandante na semana passada.
A decisão pela contratação de Dorival foi tomada em consenso pela alta cúpula são-paulina. Entretanto, os dirigentes temem que Baresi seja desmoralizado caso perca o emprego num momento em que a equipe tem conquistado valiosas vitórias - foram cinco nas últimas sete partidas disputadas.
Outro aspecto é o belo momento dos jovens Lucas e Casemiro, que o interino promoveu da base. Também pesa o fato de o elenco, após um período conturbado de adaptação, ter passado a valorizar bastante o trabalho do ex-treinador das categorias de base do clube.
"Eu estou na torcida para que dê muito certo e o Sérgio continue. Temos um treinador empenhadíssimo em levantar o astral da galera e da torcida. Ele está muito motivado pelo trabalho da vida dele", comentou o atacante Ricardo Oliveira. "O presidente vê os treinos e vai fazer o melhor", completou ele.
