Desde 1988 na função, Dirceu jura recordar-se muito bem do pequeno Lucas. "Desde os sete anos de idade ele já era diferente." O treinador afirma que a lembrança não é conversa mole de treinador de infância. "Nada, lembro mesmo! Faz tempo que ele não aparece aqui, mas recentemente me convidou para um de seus aniversários", acrescenta Dirceu.
foto: Fernando Dantas/ Diário SP

Dirceu Couto treina seus novos Lucas no Santa Maria
Aliás, Lucas não é o primeiro caso de um garoto que se tornou profissional a passar pelo comando de Dirceu. "Já jogaram aqui o Lulinha, o Mário Fernandes (do Grêmio), o Ilsinho e muitos outros", conta.
Trabalho conjunto /Dirceu explica que, até os 10 anos, as crianças do clube treinam apenas no futsal. "Depois dessa idade, os meninos começam a migrar para o campo." Alguns, no entanto, acabam ficando nas duas modalidades, o que de acordo com o treinador, só traz benefícios. "O salão dá mais controle de bola, aprimora o drible em velocidade", diz. "Você viu no jogo de ontem (domingo) como ele parte para cima dos zagueiros?", diz, referindo-se ao lance do segundo gol do São Paulo contra o Palmeiras. "E o passe para o Fernandão? Aquilo tudo ele começou a aprender aqui."
Palmeirense, o paranaense Dirceu revela que, por causa do pupilo, acabou torcendo para o Tricolor. "Dá orgulho vê-lo em campo, sim", confessa. Mas, voltando à polêmica do apelido, Dirceu afirma que não se importa com a mudança. "Ele sempre foi Lucas, então só está voltando ao que sempre foi", diz. "Não fico chateado, não." E para colocar mais lenha na fogueira, Dirceu afirma que o jogador sempre foi são-paulino. "Ele usava camisa do Corinthians porque era muito pequeno, mas é tricolor", diz.
Atualmente, o técnico aposta bastante em dois jogadores entre os mais de cem que comanda. Curiosamente, um se chama Lucca Raulynaitis, 6 anos, e o outro, Lucas Bamber, de 8. Ambos goleiros. E sem nenhum apelido polêmico.