A ascensão avassaladora de Lucas da base para titular absoluto dos profissionais será recompensada pelo São Paulo, mas não antes do fim do Campeonato Brasileiro. O jogador ainda não teve qualquer reajuste no contrato por conta de sua nova condição no Tricolor e até dorme no alojamento do CT da Barra Funda para ficar mais perto do trabalho. Porém, a diretoria são-paulina e o empresário do meia, Wagner Ribeiro, concordam que o aumento de salário é questão de tempo.
"Este é um procedimento normal para os que sobem. Vamos ver isso daqui a pouco, no momento oportuno, pode ser no fim do ano. Uma intervenção agora pode causar algum distúrbio", justificou o vice-presidente de futebol do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
Enquanto isso, Wagner Ribeiro garante que não tem a intenção de pressionar o São Paulo para reformular logo o vínculo, que se estende até o fim de 2013.
"Ele ainda ganha muito pouco, tem um salário da base, mas não estou pedindo nada, sei que o São Paulo vai reajustar. Se o Leco disse isso, está com o pensamento também. Estou tranquilo e tenho certeza de que alguma coisa boa virá", afirmou o agente, em contato por telefone.
O empresário, que também administra a carreira de Neymar e já recebeu propostas tentadoras pelo craque santista, avisa que não há neste momento a intenção de negociar Lucas.
"O mercado está fechado, não tive sondagem. É muito cedo ainda", advertiu, em referência ao garoto de 18 anos, que disputou 11 partidas pelos profissionais do Tricolor e marcou dois gols, inclusive um no clássico contra o Palmeiras, quando foi o grande destaque da vitória são-paulina.
Enquanto a diretoria tricolor estuda a melhor hora de promover um aumento, Lucas tenta se acostumar à mudança de nome, já que decidiu abandonar o apelido Marcelinho na semana passada.
"Ele não me perguntou o que eu achava da troca, mas sempre defendi que ele deveria ter a identidade dele. O Marcelinho era um ídolo do Corinthians, e o Lucas está no São Paulo. Nós apoiamos a decisão dele", finalizou Ribeiro.
