
Carlos Augusto de Barros e Silva LECO
Acostumado a disputar títulos ou os postos mais altos das tabelas, o São Paulo vive momento diferente em 2010. Depois de ser derrotado pelo Corinthians e ver a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro perigosamente mais próxima, o clube voltou aos trabalhos nesta segunda-feira (23) sob forte pressão.
Com a anuência dos diretores, cerca de 30 torcedores da principal organizada do clube “invadiram” o Centro de Treinamentos da equipe, na Barra Funda, para protestar contra alguns atletas (Cléber Santana, Alex Silva e Renato Silva, principalmente) e pedir reação imediata da equipe.
Em entrevista coletiva concedida no final da tarde, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, vice-presidente de futebol do clube, negou que a direção tenha sido “conivente” com a pressão da torcida sobre o elenco e garantiu que a autorização dada ao grupo para adentrar ao CT não torna o São Paulo “igual” a Corinthians e Palmeiras, que costumam sofrer com esse tipo de pressão.
- Não acho que conivência seja a expressão exata. Foi mais uma tolerância nossa, pois ouvimos os torcedores dizerem que queriam prestigiar e dar força . É diferente de querer agredir ou ameaçar, como sabemos muito bem que acontece em outros lugares.
Leco também negou que a presença da torcida tenha sido autorizada como forma de pressionar o grupo de atletas, mas concordou que situações como essa não são comuns no cotidiano tricolor.
- Não foi uma forma de pressionar os jogadores, mas sim de respeitar o torcedor. Claro que sempre há um mais agressivo ou exaltado em um grupo e não há nada de normal nessa situação. Nossa situação é o time estar vencendo.
Carlos Augusto de Barros e Silva LECO

Carlos Augusto de Barros e Silva LECO