- Claro que estou atento a toda e qualquer movimentação. Mas eu consigo manter o equilíbrio e vou enfrentar qualquer situação. A pressão faz parte da minha vida, então não tenho medo, não me incomodo. Até gosto dessa pressão em cima de mim. Prefiro que ela seja no treinador, e não nos jogadores. Porque eu tenho como segurar isso tudo - afirmou Ricardo Gomes.
Quem acha que ele está preocupado e com medo de perder o emprego, se engana. Tanto que ele não tem dúvidas na hora manter o planejamento para o clássico de domingo, no qual lançará um time quase todo reserva. Com contrato até 20 de agosto, ele sequer pensa em renovação. Perguntado se poderia colocar os titulares para ter maior chance de vitória, ele retrucou com veemência. O plano de poupar os principais jogadores para o jogo contra o Inter, pelas semifinais da Taça Libertadores, não será modificado.
- Não estou preocupado em salvar meu emprego. E nem posso falar hoje em renovação, porque o momento é extremamente decisivo. Temos um clássico, e não vou mudar meu planejamento só para salvar meu emprego. Encontrar o equilíbrio não é fácil, estamos falando de clássico e, depois, de decisão na Libertadores. Estou bem atento ao que se passa nos bastidores para manter o grupo bem tranquilo e responder no jogo contra o Santos - garantiu o técnico do Tricolor.
Se parte da torcida pede sua saída, outros o apoiam. Nesta sexta-feira, no Centro de Treinamento, Gomes recebeu o carinho de alguns torcedores, que pediram para tirar fotos com ele e diziam para ele ficar no São Paulo. O técnico, porém, sabe que a pressão é mesmo grande. E ele sente isso nas ruas da cidade.
- Vive-se a Libertadores de forma diferente no São Paulo. Existe uma cobrança diferente na rua. Ando sempre na rua, de táxi, e você sente um pouco a temperatura e a opinião do torcedor. É impressionante - disse Ricardo Gomes.
