Votação para contrato de ingressos do Morumbi mobiliza São Paulo em busca de R$ 140 milhões
Nesta sexta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo, sob a presidência de Olten Ayres de Abreu Júnior, programou a votação do contrato com a Ticketmaster, designada para gerenciar a venda de ingressos do Morumbi. A decisão ocorrerá no dia 29 de setembro, uma terça-feira, após análise do documento por uma comissão especial criada pelo presidente, composta por quatro conselheiros.
A reunião terá início às 19h (horário de Brasília) para discutir os termos do contrato. A votação, que será realizada de forma eletrônica, começará às 22h e se encerrará às 17h do dia 30 de setembro. O São Paulo lançou um edital em abril para a nova gestão de ingressos, recebendo propostas de seis empresas para substituir a Total Acesso, cujo contrato termina este ano.
Entre as propostas apresentadas, a Ticketmaster e a NewC foram as escolhidas para avaliação. A Ticketmaster foi preferida pela diretoria executiva do São Paulo, que considerou suas condições mais favoráveis, apesar de ambas as empresas terem submetido cláusulas diferentes. A decisão foi respaldada pelo Conselho Administrativo, embora tenham surgido questionamentos da NewC sobre o processo de seleção.
Em resposta às alegações da NewC, Olten Ayres decidiu formar uma comissão para examinar a proposta da Ticketmaster, recebida pelo Conselho em 27 de agosto. O questionamento da NewC, enviado por seu representante Cesar Sbrighi, motivou a criação deste grupo, que visa garantir transparência e lisura no processo de escolha.
A diretoria executiva do São Paulo, liderada por Harry Massis, manifestou descontentamento com a decisão de Olten, especialmente devido à urgência em aprovar o contrato. Um áudio vazado revelou que Massis buscou apoio político para acelerar a votação, enfatizando a necessidade dos R$ 140 milhões de adiantamento, essenciais para sanar pendências financeiras do clube, incluindo atrasos nos direitos de imagem do elenco.
A proposta da Ticketmaster inclui um adiantamento de R$ 110 milhões, disponível 45 dias após a assinatura do contrato. Este montante funcionará como um empréstimo, a ser devolvido em cinco anos, com juros atrelados ao CDI mais 1,99%. Além disso, a empresa pagará R$ 30 milhões pelo uso de um camarote e investirá R$ 6 milhões na reforma do museu do clube.
O novo acordo também estabelece um limite de devolução de R$ 1,8 milhão por mês à Ticketmaster, independentemente da receita total gerada pela bilheteira, garantindo assim um fluxo de caixa mais estável ao São Paulo. A negociação incluiu a gestão do programa de sócio-torcedor, atualmente administrado pela Feng, com o objetivo de reduzir custos e melhorar os serviços prestados aos torcedores.
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