O episódio envolvendo a fala machista do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a derrota para o São Paulo pelas quartas de final do Campeonato Paulista, ganhou novos desdobramentos e deve ser analisado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
Após a repercussão negativa das declarações dirigidas à árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos, o clube de Bragança se manifestou oficialmente, reforçou o pedido de desculpas e repudiou publicamente a postura do atleta. O Bragantino afirmou que não compactua com qualquer manifestação machista ou discriminatória.
Segundo o clube, ainda no estádio, o jogador e o diretor esportivo Diego Cerri procuraram a arbitragem para pedir desculpas pessoalmente. De acordo com a diretoria, a árbitra aceitou o pedido, mas orientou o atleta a rever suas palavras e atitudes, destacando que nenhuma situação justifica esse tipo de declaração.
A Federação Paulista de Futebol também se pronunciou com extrema firmeza. Em nota oficial, a entidade classificou a fala como “primitiva, machista, preconceituosa e misógina”, ressaltando que questionar a capacidade profissional de um árbitro com base em gênero é incompatível com os valores do esporte e da sociedade.
A FPF destacou ainda que possui orgulho de contar com 36 árbitras e assistentes em seu quadro e reforçou apoio total a Daiane Muniz, apontada como profissional de alto nível técnico, caráter e credenciais nacionais e internacionais.
Como consequência, a Federação confirmou que encaminhará o caso à Justiça Desportiva, que irá avaliar as providências cabíveis. Ainda não há prazo definido para um eventual julgamento, já que o TJD analisará previamente se aceitará a denúncia.
Dentro de campo, o São Paulo garantiu sua vaga na semifinal do Paulistão com méritos. Fora dele, o episódio reforça a necessidade de responsabilidade, respeito e posicionamento firme contra qualquer tipo de preconceito no futebol.
tá ****** por falar sem raciocinar.
vixe, vão acabar com a carreira do cara.