Entenda os três inquéritos que apuram possíveis irregularidades no São Paulo

Polícia Civil e Ministério Público conduzem três inquéritos que apuram possíveis irregularidades no São Paulo durante gestões recentes.

Fonte SPFC.net

Na mira da Polícia: os três inquéritos que apuram possíveis irregularidades no São Paulo

O São Paulo passou a figurar com frequência no noticiário policial nos últimos meses. Desde o ano passado, a Polícia Civil, agora em força-tarefa com o Ministério Público de São Paulo, conduz investigações que apuram possíveis irregularidades cometidas por dirigentes durante a gestão do então presidente Julio Casares, entre 2021 e janeiro de 2026.



Atualmente, três inquéritos criminais distintos estão em andamento. Em todos eles, o São Paulo é tratado formalmente como vítima de possíveis esquemas que teriam causado prejuízo financeiro e institucional ao clube. As apurações seguem em fase de aprofundamento, devido ao volume de indícios e à quantidade de pessoas envolvidas.



Investigação sobre possível lavagem de capitais

O primeiro inquérito foi instaurado a partir de uma denúncia anônima e apura suspeitas de lavagem de capitais. A investigação analisa, principalmente, dois conjuntos de movimentações financeiras: aproximadamente R$ 11 milhões sacados das contas do São Paulo ao longo de cinco anos e depósitos no valor de cerca de R$ 1,5 milhão realizados em contas pessoais do ex-presidente Julio Casares.


Os saques ocorreram entre 2021 e 2025, muitos deles com apoio de carro-forte. Segundo a Polícia Civil, não há, até o momento, comprovação de ligação direta entre os valores sacados pelo clube e os depósitos feitos nas contas de Casares.


O São Paulo apresentou à polícia comprovantes e relatórios internos, afirmando que os valores foram utilizados para despesas operacionais de jogos, pagamento de premiações (“bichos”) aos jogadores e quitação de direitos de imagem. Em documento enviado ao Conselho Deliberativo, Julio Casares sustentou a mesma versão.


A defesa do ex-presidente afirma que os R$ 1,5 milhão depositados em suas contas têm origem em sua trajetória profissional fora do clube e que os depósitos foram realizados de forma gradual após sua posse.


Exploração clandestina de camarote no Morumbis

O segundo inquérito investiga a exploração clandestina de um camarote no estádio do Morumbis. A apuração envolve diretamente Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto das categorias de base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares e diretora feminina, cultural e de eventos do clube.


Segundo o Ministério Público, há indícios de que o camarote teria sido utilizado de forma irregular durante eventos, incluindo o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro de 2025, causando prejuízo financeiro ao São Paulo.


Além da exploração do espaço, o inquérito também apura possível coação contra Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária envolvida na negociação do camarote. Em áudios obtidos durante a investigação, Douglas Schwartzmann e Mara Casares aparecem tentando convencer Adriana a desistir de uma ação judicial contra uma empresa ligada ao uso do espaço.


Recentemente, a empresa de Adriana Prado desistiu oficialmente do processo cível que havia movido contra a Cassemiro Eventos Ltda, decisão que foi homologada pela Justiça. A desistência era justamente o desfecho buscado pelos dirigentes nos diálogos analisados.


Suspeita de corrupção no clube social

O terceiro inquérito foi instaurado mais recentemente e investiga indícios de corrupção no departamento social do São Paulo. O alvo é Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, ex-diretor social do clube.


Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que Dedé teria oferecido vantagens internas dentro do clube em troca de benefícios pessoais. Um áudio recebido pelas autoridades, no qual ele fala sobre condições para viabilizar negócios no São Paulo, é analisado como possível prova do esquema.


Inquérito civil paralelo

Além das investigações criminais, o Ministério Público também conduz um inquérito civil, por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, para apurar possível gestão temerária durante o mandato de Julio Casares.


Esse procedimento analisa atos administrativos que podem ter causado dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes e eventual uso indevido de recursos ou benefícios fiscais.


Em todas as frentes, as autoridades reforçam que o São Paulo é considerado vítima. As investigações seguem em andamento, sem conclusão definitiva até o momento, e novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das apurações.


Fonte: ge — Bruno Giufrida.


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