O processo judicial que envolvia Rita de Cassia Adriana Prado e o uso irregular de um camarote no MorumBis foi oficialmente encerrado. Inicialmente, a empresária moveu a ação após ser pressionada por diretores do São Paulo, que buscavam evitar que informações envolvendo a operate de ingressos se tornassem públicas.
A retirada da ação, que estava sob a jurisdição da 3ª Vara Cível do Foro Regional IX, impede qualquer julgamento de mérito pela juíza Cristiane Sampaio Alves Mascari Bonilha. Contudo, essa desistência não tem impacto sobre as investigações em curso realizadas pela Polícia Civil, que continuam apurando o caso.
O processo em questão envolvia uma acusação de roubo de ingressos destinados a um camarote VIP no show da cantora Shakira. A empresária Adriana alegou que Carolina Lima Cassemiro, representante da Cassemiro Eventos Ltda, teria retirado de sua posse um envelope contendo ingressos que totalizavam R$ 132 mil.
A pressão exercida por diretores do clube foi revelada em áudios que indicam tentativas de intimidar Adriana para que desistisse do processo. Em suas conversas, foi explicitado que o caso era considerado "clandestino" pelos diretores, e a tentativa de silenciar a situação levantou dúvidas sobre a integridade das transações envolvendo o camarote.
Investigações à parte, as ações judiciais culminaram em um inquérito que levou à apreensão de documentos e R$ 28 mil em espécie nas casas dos envolvidos. As apurações também revelaram que a parceria entre Adriana e os diretores ultrapassava o evento mencionado, com indícios de uma série de negócios começando em 2022.
A gestão do São Paulo, agora sob a liderança de Harry Massis Júnior, enfrenta um ambiente conturbado com a renúncia do ex-presidente Júlio Casares e as circunstâncias que rodeiam as pressões sobre os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann. Ambos foram colocados em licença enquanto o clube lida com as repercussões internas.
A situação gerou um pedido de impeachment do ex-presidente, que encontrou apoio significativo entre os conselheiros do clube durante uma votação. Em meio a isso, informações sobre uma suposta venda de gravações do caso por parte de Adriana emergiram, embora negadas por um ex-conselheiro opinante envolvido na negociação.
As investigações continuam a buscar esclarecer os complexos relacionamentos de negócios que cercam os eventuais ilícitos, enquanto os envolvidos reiteram que estão dispostos a colaborar com as apurações. Esse desdobramento não apenas impacta a reputação dos diretores, mas também reflete em um cenário mais amplo de gestão de elenco e práticas institucionais no âmbito esportivo.