A empresa FGoal, responsável pela organização da festa junina do São Paulo realizada em 2024, afirmou que não autorizou nem teve conhecimento prévio de um contrato firmado entre uma intermediária e uma hamburgueria que atuou no evento. Segundo a organizadora, o acordo gerou uma cobrança indevida e levou a empresa de alimentação a realizar um pagamento que não era devido.
O caso veio à tona após a divulgação de um contrato firmado entre a The Guardians Entretenimento, empresa pertencente à intermediária Rita de Cássia Adriana Prado, e a hamburgueria Burguer X Comércio e Bebidas. O documento previa o pagamento total de R$ 18 mil, sendo R$ 14 mil destinados à intermediária e R$ 4 mil supostamente vinculados à estrutura do evento.
De acordo com Flávio Franco Duarte, proprietário da FGoal, o contrato foi fechado sem qualquer anuência da organizadora. Ele esclareceu que os R$ 4 mil citados no documento não se referiam a comissão ou intermediação, mas sim a custos operacionais do evento, como montagem de estrutura, elétrica, hidráulica e cenografia, pagos diretamente a fornecedores.
Segundo Duarte, a hamburgueria foi induzida a realizar um pagamento que não era exigido para participar do evento. Assim que a FGoal tomou conhecimento da negociação paralela, a empresa entrou em contato com a intermediária e exigiu a devolução imediata do valor pago pela comerciante.
“A FGoal não teve participação nem conhecimento prévio desse contrato. Quando soubemos da cobrança, solicitamos que o valor fosse devolvido à hamburgueria”, afirmou o empresário.
A proprietária da hamburgueria, Gabriela Ziegelmann, confirmou que só recebeu o dinheiro de volta após procurar diretamente a empresa organizadora. Segundo ela, o episódio gerou transtornos financeiros e emocionais. “Caí numa furada grande com ela, me gerou um estresse e desespero bem grandes. Entendo que houve má-fé”, declarou.
O contrato foi assinado no dia 26 de junho de 2024, poucos dias antes do início da festa junina, que ocorreu em dois fins de semana consecutivos. A devolução dos R$ 14 mil só aconteceu em 3 de julho, após a intervenção da FGoal e o encerramento da relação entre a organizadora e a intermediária.
A defesa de Adriana Prado afirma que o contrato foi desfeito por conta de “exigências não atendidas” por parte da hamburgueria, mas não detalhou quais seriam essas exigências. A versão é contestada tanto pela empresária quanto pela organizadora do evento.
Para a FGoal, o episódio evidencia a existência de negociações paralelas realizadas sem autorização, que acabaram expondo empresas terceiras a prejuízos financeiros. O caso passou a integrar o contexto mais amplo de investigações que apuram irregularidades na exploração de espaços comerciais em eventos realizados no MorumBis.
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam a atuação de intermediários em contratos firmados sem respaldo oficial. O episódio envolvendo a hamburgueria é considerado um dos exemplos práticos de como empresas teriam sido afetadas por acordos firmados fora do controle formal da organização do evento.
A FGoal reforça que não participou, não autorizou e não se beneficiou do contrato questionado e afirma colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos. As investigações seguem em andamento.
notícias como essa são muito mais importante que resultado de jogos. A ausência de líderes competentes e Honestos é muito mais grave que ausência de craques. isso que o torcedor tem de entender e cobrar, indo à Polícia se necessário, na minha modesta opinião.
DESTRUÍRAM O CLUBE
Vergonha....