Na quarta-feira, Julio Casares anunciou sua renúncia ao cargo de presidente do São Paulo Futebol Clube por meio de uma carta divulgada nas redes sociais. A decisão ocorreu poucos dias após o Conselho Deliberativo aprovar um processo de impeachment contra ele. Casares justificou sua saída em nome da saúde e da proteção de sua família, ao mesmo tempo em que expressou um amor incondicional pelo clube, que é considerado uma parte essencial de sua vida.
“Renuncio à Presidência para preservar minha saúde e proteger minha família. Ao São Paulo Futebol Clube, amor de infância e da minha vida, jamais renunciarei. Renuncio, sim, ao ambiente de conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder que ultrapassaram os limites democráticos”, escreveu Casares em sua carta.
A reunião que culminou na aprovação do impeachment contou com a presença de 235 conselheiros, dos quais 188 votaram a favor da destituição. A pressão em torno de Casares se intensificou após a divulgação de polêmicas, incluindo investigações da Polícia Civil, além de pedidos de renúncia por parte de torcedores e organizadas do clube antes mesmo da votação ser marcada.
Com a renúncia, assume temporariamente a presidência Harry Massis Júnior, vice-presidente desde 2021. O novo líder do clube permanecerá no cargo até o fim do mandato, que se estende até 2026. Com 80 anos, Massis Júnior é uma figura conhecida dentro do São Paulo e já teve diversos papéis na gestão do clube.
Em sua carta, Casares ressaltou que, ao longo de sua gestão, trabalhou com seriedade e compromisso para honrar a história do São Paulo Futebol Clube. Porém, destacou que o ambiente complicado, cheio de instabilidade e ataques, afetou sua governança e a de sua família. Ele também fez menção a um contexto de desinformação que prejudicou a discussão política no clube e prejudicou sua imagem.
Na perspectiva de permitir que investigações aconteçam de forma clara e sem interferências, Casares decidiu renunciar ao cargo antes mesmo da Assembleia Geral dos Sócios, que seria o próximo passo no processo de impeachment. Destacou que deixa a presidência com um clube esportivamente estruturado, lembrando conquistas como a Copa do Brasil de 2023.
A crise que levou à sua renúncia começou em 2025, marcada por disputas políticas e a revelação de um esquema de venda de ingressos e possíveis irregularidades na gestão. As investigações da Polícia Civil e o pedido de impeachment protocolado por um grupo de conselheiros, embasado em várias acusações, foram fatores cruciais para a sua decisão de renúncia.
