Esta sexta-feira entra para a história do São Paulo Futebol Clube. A partir das 18h30 (horário de Brasília), o Conselho Deliberativo se reúne no Morumbis para votar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares, em um processo que ganhou força após sucessivos escândalos envolvendo a atual gestão e investigações conduzidas pela Polícia Civil. O desfecho da votação pode afastar o dirigente do cargo ainda hoje e abrir um novo capítulo político no Tricolor.
A reunião ocorre após decisão da Justiça que autorizou o modelo de votação híbrida, permitindo que conselheiros participem presencialmente no estádio ou de forma remota. A liminar também definiu os critérios objetivos para a destituição, encerrando a disputa jurídica sobre a interpretação do Estatuto Social do clube e estabelecendo regras claras para a condução do processo.
Atualmente, o Conselho Deliberativo do São Paulo conta com 255 membros, sendo 254 aptos a votar. Para que a reunião seja válida, é necessário quórum mínimo de 75% dos conselheiros, o que representa 191 presenças. Uma vez atingido esse número, a destituição do presidente dependerá do voto favorável de dois terços dos presentes, o que corresponde a, no mínimo, 170 votos. A votação será secreta.
A decisão judicial também afastou o argumento defendido por aliados de Casares de que seriam necessários 75% dos votos totais para o impeachment. A juíza responsável pelo caso entendeu que não há conflito entre os artigos 58 e 112 do Estatuto, estabelecendo que o primeiro trata do quórum de instalação da reunião, enquanto o segundo define o número de votos necessários para a destituição.
Caso o impeachment não seja aprovado no Conselho Deliberativo, Julio Casares permanece no cargo até o fim do mandato, previsto para dezembro de 2026, e o processo é encerrado. Neste cenário, a atual diretoria segue à frente do clube, apesar da crise institucional e da forte contestação interna.
Se o pedido for aprovado nesta sexta-feira, Casares será imediatamente afastado da presidência. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, terá então até 30 dias para convocar uma Assembleia Geral de sócios. Durante esse período, o vice-presidente Harry Massis Júnior assumirá interinamente o comando do São Paulo.
Na Assembleia Geral, a decisão será tomada pelos sócios adimplentes do clube. Diferentemente do Conselho, nesta etapa basta maioria simples dos votos para confirmar ou rejeitar o impeachment. Caso a maioria dos sócios aprove a destituição, Julio Casares perde definitivamente o cargo, e Harry Massis Júnior assume o mandato até o fim de 2026. A eleição para o triênio 2027/2028/2029 ocorrerá normalmente no fim deste ano.
Se a Assembleia Geral rejeitar o impeachment, mesmo após a aprovação no Conselho, Casares retorna ao cargo e segue como presidente até o término do mandato. Até o momento, não há candidatos oficialmente confirmados para a próxima eleição presidencial do clube.
O pedido de impeachment foi protocolado em 23 de dezembro por conselheiros da oposição, com apoio inclusive de membros da situação, após reportagens revelarem um esquema de exploração clandestina de camarotes no Morumbis envolvendo diretores ligados à atual gestão. O caso se tornou o estopim de uma crise política sem precedentes recentes no São Paulo.
Independentemente do resultado, a votação desta sexta-feira representa um dos momentos mais decisivos da história política do Tricolor. A torcida acompanha com atenção máxima um processo que pode redefinir os rumos administrativos do clube nos próximos anos.
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infelizmente voto secreto. vai ser complicado
Se depender do conselho ele fica, olha as peças q tem la
O *** prefere fazer todo mundo perder tempo do que renunciar de vez, sendo que a única punição real dele vai ser voltar a ser conselheiro.
fora seu ladrão safado