O São Paulo vive um momento de crises políticas profundas, o que tem dificultado as definições cruciais para o início da temporada de futebol. Mauro Cezar Pereira, colunista do UOL News Esporte, destaca que a instabilidade política, agravada pelo impeachment do presidente Julio Casares, impacta diretamente o funcionamento do clube.
A equipe do Tricolor se prepara para estrear no Paulistão no próximo fim de semana, contra o Mirassol, mas as questões políticas têm gerado atrasos nas contratações e renovações de contratos. "O que está acontecendo é muito sério e acaba abafando outros temas que, embora possam parecer menos relevantes, são importantes e ficam em segundo plano", ressalta Mauro Cezar.
Com uma perspectiva de melhora nebulosa, o colunista se questiona sobre o futuro do clube e se há sinais de mudanças favoráveis. Segundo ele, o São Paulo é "o clube mais fechado do Brasil" em termos de estrutura política, dificultando a introdução de novas ideias e o surgimento de grupos de oposição. O modelo de governança do clube, que remete a uma elite que se reúne em um conselho fechado, impede a inovação e a renovação de lideranças.
Mauro Cezar critica a forma como presidentes anteriores, como Leco e Aidar, foram avaliados e qualificados para integrar esse círculo de poder, questionando se realmente fizeram boas gestões. "Essas pessoas são, de fato, as melhores para decidir o que acontece com o clube?", provoca o comentarista.
A situação torna-se ainda mais complexa quando se observa a dificuldade enfrentada por sócios e torcedores que não pertencem ao núcleo tradicional do clube em lançarem candidaturas ou propostas inovadoras. "É quase impossível para esses torcedores se organizarem e concorrerem a uma eleição, mesmo que tenham um projeto concreto e uma equipe qualificada", afirma Mauro Cezar, sublinhando as barreiras que existem para a mudança no comando do clube.
Ele aponta que, mesmo no caso de uma renúncia de Casares, não há garantias de que ocorreria uma mudança significativa, pois o controle poderia continuar nas mãos dos mesmos grupos que históricamente gerenciam o clube. Assim, Mauro Cezar conclui que a tendência é de continuidade em um ciclo que parece nunca se romper, refletindo uma realidade de estagnação.
CADEIA EM TODOS OS ENVOLVIDOS E DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO RIUBADO.