A recente derrota do São Paulo para o Fluminense, com um placar expressivo de 6 a 0, gerou uma onda de reações na equipe paulista. Dentro de campo, Luiz Gustavo fez um desabafo sincero sobre o que ocorreu. No Maracanã, o diretor Rui Costa ofereceu desculpas aos torcedores, enquanto no Morumbi, Carlos Belmonte tomou a decisão de renunciar ao seu cargo. No dia seguinte, um grupo de 41 conselheiros iniciou um abaixo-assinado pedindo a saída do presidente Júlio Casares. Segundo informações da ESPN, que teve acesso ao documento, a solicitação se baseia em uma série de incidentes que, ao longo da gestão de Casares, comprometeram a estabilidade institucional, financeira e esportiva do clube.
O abaixo-assinado menciona os frequentes déficits anuais e destaca o "descontrole absoluto das despesas", especialmente no departamento de futebol. O São Paulo fechou 2024 com um déficit de R$ 287 milhões, aumentando a dívida total para R$ 968 milhões. Os conselheiros argumentam que a administração de Casares pode ser considerada temerária, de acordo com o Artigo 25 da Lei n. 13.155, conhecida como Profut. Além disso, apontam as tentativas repetidas de implementar mudanças estatutárias que visam centralizar ainda mais o poder dentro do clube.
No fim de 2022, os sócios do São Paulo aprovaram uma alteração que passou a permitir a reeleição para a presidência. Casares foi reeleito em 2023 como o único candidato. No entanto, o abaixo-assinado considera a intenção de realizar uma parceria envolvendo as categorias de base, em condições consideradas desvantajosas, como a “gota d’água” que motiva essa mobilização.
O conteúdo do documento inclui um pedido formal endereçado ao presidente: “A/C Presidente Júlio Cesar Casares, Vimos publicamente, na qualidade de Conselheiros Deliberativos e no estrito cumprimento de nossas responsabilidades estatutárias, requerer que Vossa Excelência apresente renúncia imediata ao cargo de Presidente da Diretoria do São Paulo Futebol Clube." Neste pedido, é exposta a insatisfação com a gestão, que estaria impactando negativamente nos resultados esportivos e na saúde financeira do clube.
Os conselheiros manifestam preocupações com a falta de um planejamento coerente e afirmam que a sequência de erros contribuiu para o declínio competitivo do São Paulo. Além disso, a condução política da instituição é criticada por retrocessos significativos. Eles enfatizam que a centralização do poder e a perseguição a conselheiros e associados que expressam opiniões divergentes violam os princípios de governança, pluralidade e transparência.
Finalmente, referindo-se à humilhante derrota recente e à experiência de mais uma temporada sem conquistas, o abaixo-assinado conclui: “Diante deste conjunto de fatores, resta evidente que a continuidade de Vossa Excelência no cargo se tornou incompatível com os melhores interesses do São Paulo Futebol Clube." O apelo final é por uma renúncia imediata, no intuito de que o clube inicie um processo urgente de reconstrução.
Para os próximos jogos, o São Paulo terá como adversários o Internacional, no Morumbi, no dia 3 de dezembro, e a Vitória, em Salvador, no dia 7 de dezembro, ambos pelo Campeonato Brasileiro.
Descarado, tratando do assunto como se fosse corriqueiro !
Renuncia já!!!