O São Paulo FC conseguiu, após um longo período de disputas judiciais, resolver uma ação trabalhista que perdurava desde 2010. O ex-atacante Leandro, conhecido como Leandro “Guerreiro”, recebeu uma indenização milionária de R$ 1.960.920,27, após decisão definitiva da Justiça que exigia o cumprimento integral da condenação. O clube, sem mais recursos para contestar a sentença, efetuou o pagamento, encerrando assim uma pendência significativa em sua história.
Leandro, que foi uma peça fundamental na conquista dos títulos do Brasileirão de 2006 e 2007, entrou com a ação para reivindicar valores referentes ao direito de arena, alegando ter recebido apenas 5% do montante, quando a legislação da época previa 20%. Essa indagação incluía valores provenientes de competições importantes, como os campeonatos Paulista e Brasileiro e as disputas da Libertadores e da Copa Sul-Americana.
A defesa do clube sustentou que existia um acordo firmado em 2000 entre o Clube dos Treze e o Sindicato dos Atletas, que permitia o repasse reduzido. No entanto, essa argumentação foi rejeitada pelas instâncias judiciais. O caso chegou ao Tribunal Superior do Trabalho, onde em 2017 a condenação foi mantida de forma unânime, determinando que o pagamento integral fosse realizado.
Apesar da mudança na legislação em 2011, que reduziu o percentual do direito de arena a 5%, a Justiça decidiu que a nova norma não poderia ser aplicada retroativamente, mantendo a regra vigente no período em que os jogos foram realizados. Sem novas possibilidades de apelação, o São Paulo fez o pagamento, aliviando sua situação jurídica, mas também impactando suas finanças devido ao peso das condenações herdadas de administrações anteriores.
Leandro, hoje aposentado e com 45 anos, teve uma carreira marcante, jogando por diversos clubes, incluindo Corinthians, Vasco, Fluminense, Grêmio, Goiás, Fortaleza, além de passagens pelo futebol japonês e russo. Considerado uma lenda no Morumbi, seu nome está associado a uma era de grandes conquistas do São Paulo.
Com essa indenização agora quitada, a diretoria do São Paulo se volta para o futuro, buscando evitar novas ações e aprimorar o controle jurídico e financeiro da instituição.