O fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) do São Paulo vem se tornando um tema central nas discussões sobre a gestão do clube do Morumbi. Um ano após sua implementação, especialistas analisam seus impactos, tanto positivos quanto negativos, na realidade financeira do time.
Recentemente, um relatório da Outfield, em parceria com a Galápagos, revelou uma redução significativa das dívidas totais do São Paulo, que caiu de R$ 968 milhões para R$ 912 milhões. As dívidas com bancos representaram uma parte importante dessa redução, diminuindo de R$ 259,26 milhões para R$ 215,86 milhões. Contudo, especialistas apontam que a gestão do FIDC pode estar enfrentando desafios devido às cláusulas restritivas que foram impostas.
Em entrevista ao ge, Luis Fernando Pessoa, especialista em Mercado de Capitais e tutor do curso de Gestão de Futebol da CBF Academy, ressaltou que essas cláusulas, conhecidas como covenants, podem estar limitando a capacidade de gestão do clube. Pessoa comentou: “O FIDC em particular é um produto bom, mas o regulamento está penalizando a gestão, o que dificulta o cumprimento das promessas do covenant.”
O especialista também mencionou que a administração do São Paulo deve ser ágil para aumentar suas receitas através de patrocínios e vendas de atletas, alertando que a queda nos recebíveis pode complicar ainda mais a situação financeira do clube. Segundo ele, a gestão financeira do clube deveria ter sido abordada de maneira mais estruturada, sem o comprometimento excessivo das receitas com o FIDC.
Em uma perspectiva otimista, Pedro Oliveira, sócio-fundador da Outfield, expressou sua confiança de que a trajetória do clube está se movendo na direção certa. Ele acredita que ao final de 2025, a dívida do clube pode estar reduzida a menos de R$ 900 milhões, com um objetivo mais ambicioso em torno de R$ 800 milhões. Oliveira observa que, apesar da complexidade desse processo financeiro, os últimos 12 meses mostraram progressos no entendimento da necessidade de reestruturação por parte do clube.
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