O São Paulo passa por momento complicado, devido a um problema constante no Clube nas últimas temporadas: número de desfalques por lesões. Além de conviver com a limitação de estrangeiros por partida (é permitido cinco relacionados, enquanto o Tricolor tem oito em seu elenco), a equipe comandada por Rogério Ceni ainda tem quase um time no DM - são nove lesionados com apenas um mês de jogos, sendo sete partidas jogadas até agora.
O centroavante recém-contratado, Erison, reforçou o departamento médico após a derrota de virada diante do Red Bull Bragantino, por 2 a 1, na última quarta-feira. Após dois jogos substituindo Calleri, que sentiu dores no tornozelo, El Toro deixou o segundo tempo da partida após sentir dores no músculo posterior da coxa direita, e saiu de campo em lágrimas.
Além do atacante, o Tricolor não conta com o ponta Caio Matheus (cirurgia no joelho direito), agora liberado para atividades de transição, os laterais direitos Moreira (cirurgia no joelho esquerdo), Rafinha (entorse no tornozelo esquerdo) e Igor Vinícius (pubalgia), os zagueiros Diego Costa (cirurgia no joelho esquerdo), Ferraresi (cirurgia no joelho direito) e Arboleda (tendinite no joelho direito), e o meia André Anderson. E também Alisson, que continua afastado com problemas pessoais.
Apesar de ter preocupado a comissão técnica nas últimas partidas, o atacante titular Calleri deve voltar a campo neste domingo (12), para o clássico contra o Santos, no Morumbi. De acordo com Rogério Ceni, o centroavante já convivia com estas dores desde o ano passado mas, pela falta de um jogador que pudesse cumprir sua função tática, sempre era acionado.
"O Callei vem desde o ano passado já reclamando um pouco desse tornozelo, esse ano jogou jogos consecutivos, a gente não tinha muita opção de característica e então ele vem sendo forçado a jogar", disse o comandante, após a vitória por 1 a 0 sobre o Santo André. Com Galoppo demonstrando bom desempenho como 9 em campo, o meia também pé uma possibilidade para suprir possíveis ausências do compatriota argentino.
Mas não é de hoje que o fator lesão aparece ao longo da temporada são-paulina e causa impacto no número de jogadores disponíveis. Em 2022, foram 46 lesões ao longo do ano do São Paulo, o que fez do Clube o oitavo que mais sofreu com desfalques por lesão no ranking de equipes da Série A. Já em 2021, foram 44 lesões tratadas.
Nos anos anteriores, o DM começava a receber visitas constantes a partir do mês de maio, pouco depois do início do Campeonato Brasileiro e fases classificatórias dos demais torneios (como Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana). Em junho de 2022, Ceni tinha uma baixa de oito atletas por lesão. Só no primeiro mês de temporada, o treinador convive com um número superior de desfalques.
Das lesões atuais, apenas Calleri tem previsão de retorno o quanto antes. Os laterais, setor que mais preocupa o São Paulo no momento, têm previsão de um mês de afastamento e devem retornar aos gramados entre o fim de fevereiro e início de março. Já na zaga, o brasileiro Diego Costa, que passou por cirugia no final de 2022, deve voltar a partir de abril, enquanto Ferraresi tem previsão para passar seis meses afastado dos gramados, em recuperação de cirurgia.
Para diminuir o problema constante de lesões, o São Paulo deve apostar na rotação de titulares em campo e modernização dos Reffis do Clube. Por enquanto, Ceni tem os zagueiros Alan Franco e Beraldo e o lateral direito Orejuela à disposição, o que dificulta o rodízio nestes setores momentaneamente. Além disso, de acordo com o presidente Julio Casares, em entrevista concedida ao jornalista André Hernan, o setor de recuperação do Tricolor foi completamente modernizado e novos aparelhos serão destinados ao Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica, a fim de acelerar a recuperação e melhorar o diagnóstico de atletas machucados.

Gente e o Alissom
ESSE SETOR DE RECUPERAÇÃO DO TRICOLOR ESTÁ PIOR QUE O SUS!