“Na época da escola, quando estudava, todo mundo da minha escola fazia escolinha de futebol. Na época meus pais não tinham condição financeira de bancar a escolinha, e eu acabe indo para o gol, porque na escolinha, goleiro não pagava”, disse Felipe Alves em entrevista à SPFC Play.
Mais tarde, com uma condição financeira melhor, os pais de Felipe Alves propuseram a ele a mudança de posição, uma vez que agora poderiam arcar com a mensalidade da escolinha, mas o garoto já havia tomado gosto pela função.
“Depois de um ano ou dois, a condição melhorou e meu pai falou que, se eu quisesse jogar na linha, ele teria condições de pagar, mas disse que estava gostando, tive a oportunidade de ir para a linha e não quis”, prosseguiu.
A partir de então Felipe Alves percorreu um longo caminho até chegar ao São Paulo, abrindo mão de muitas coisas para realizar seu sonho de ser um jogador profissional e se sacrificando diariamente ao ter de sair de Itaquera, bairro onde morava, para treinar em Jundiaí, no Paulista, dependendo de transporte público.
“Comecei a me aperfeiçoar, aprender os gestos. Acordava cedo, às 3h, 4h da manhã, para pegar o primeiro metrô e trem para ir a Jundiaí treinar, voltar para São Paulo e depois ir para a escola á noite. Foram tempos difíceis, mas você tem que pagar o preço”, concluiu.
Felipe Alves chegou ao São Paulo em julho deste ano para preencher a lacuna deixada por Jandrei, que lesionou as costas, depois que o jovem Thiago Couto, revelado na base, não teve atuações convincentes. Em 2023, porém, a concorrência pela titularidade na meta tricolor ficará ainda mais forte, já que o clube contratou Rafael, ex-Atlético-MG.

Se eu soubesse tinha pago a escolinha toda pra ele!!