São Paulo e Goiás ficarão frente a frente, enfim. Três meses depois de o duelo do primeiro turno do Brasileirão ser adiado por causa de um surto do Covid-19 no elenco esmeraldino, com troca de farpas posteriores, os times se enfrentarão hoje (7) pela 20ª rodada, no Morumbi, a partir das 19h (horário de Brasília).
Os adversários entraram em rota de colisão antes mesmo de iniciarem a participação no campeonato, já que o confronto era válido pela primeira rodada. O jogo, que seria disputado em Goiânia e ainda não foi remarcado pela Confederação Brasileira de Futebol, foi adiado minutos antes de a bola rolar, com o São Paulo em campo à espera do Goiás.
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Na ocasião, dez atletas do elenco goiano testaram positivo para Covid-19. Oito deles eram titulares. Diante da situação, a diretoria alviverde pediu o adiamento do jogo. Quando a decisão foi tomada, os jogadores são-paulinos estavam em campo, já uniformizados.
O próprio Goiás foi ao estádio com jogadores chamados às pressas, mas não chegou a ir ao gramado. O clube inscreveu aspirantes no campeonato para o caso de ter de entrar em campo.
Duas trocas de farpas vieram à tona nas horas seguintes. Primeiro, entre jogadores. Daniel Alves, capitão são-paulino, postou um texto e uma rede social. O camisa 10 se mostrou insatisfeito com a situação.
"Não é por irresponsabilidade que tenhamos que viver esse tipo de coisa que fomos expostos a viver hoje. Ou criamos uma consciência e somos profissionais ou é uma perda de tempo o que estamos fazendo", escreveu Daniel Alves, que não entra em campo hoje, pois está suspenso com três cartões amarelos.
O atacante Rafael Moura rebateu em seguida. "Dani, em nome do Goiás, venho para te dar uma explicação de atleta para atleta. Infelizmente, fomos pegos de surpresa com a quantidade de exames positivos, agora já sabendo que tivemos prova e contraprova", explicou.
Outro desentendimento aconteceu entre o presidente do Goiás, Marcelo Almeida, e Raí, diretor de futebol do São Paulo. O mandatário disse que o clube do Morumbi teve uma postura fria diante do problema e que procurou o dirigente tricolor para avisar sobre o possível adiamento.
Raí, por sua vez, declarou que o São Paulo se preocupou com a situação e que os clubes conversaram o tempo todo. "Uma situação desconfortável, não sabíamos da extensão do problema. Sabíamos que teria uma contraprova, poderiam ter erros nos resultados, então eram muitas dúvidas, ninguém tinha certeza", disse à época.
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