Grafite, Dani Alves, Antonio Carlos.. Relembre casos de racismo passados por jogadores do São Paulo

Fonte SPFC.Net
Léo Pelé contou sua emocionante história no futebol em que teve de enfrentar casos de racismo em sua carreira. Outro jogador do São Paulo que já falou sobre o assunto foi Bruno Alves(clique aqui para ler na íntegra). Relembre casos de racismo no futebol no São Paulo como de Daniel Alves, Grafite, Antonio Carlos, Neymar e outros! Deixe também a sua mensagem de apoio aos jogadores e combate ao racismo.

Daniel Alves no Barcelona - O lateral-direito Daniel Alves, quando atuava ainda pelo Barcelona, ficou indignado com as manifestações da torcida do Real Madrid, no clássico entre as equipes e desabafou sobre a perseguição que sofre nos gramados espanhóis por meio do Twitter.
— É incômodo. E não estou me referindo a este local, pontualmente. Normalmente vivo isso em todos os estádios que vou. Se luta de todas as formas para que não aconteça isso nos campos, mais ainda não conseguimos nada.
Em partida com ótima atuação contra o Vilarreal, a torcida rival começou a gritar ofensas para Daniel Alves e jogou uma banana no campo ao lado dele enquanto cobrava escanteio. O jogador a comeu e classificou o episódio como lamentável em suas redes sociais gerando repercussão mundial.

Grafite no São Paulo - Um dos casos mais notórios de racismo no futebol é o de Grafite. O atacante, então no São Paulo, foi xingado de “negro de m…” pelo zagueiro Desábato, que jogava no Quilmes, da Argentina, em uma partida pela Libertadores de 2005. Na ocasião, o jogador do Tricolor empurrou a cara do adversário e foi expulso, enquanto o defensor teve sua prisão decretada ainda no gramado do Morumbi e ficou detido por dois dias em uma delegacia. Posteriormente, Grafite retirou as queixas contra Desábato.
Antonio Carlos no São Paulo - Outro caso que teve bastante repercussão é o do ex-zagueiro Antônio Carlos. Quando jogava no Juventude, ele esfregou os dedos no braço enquanto olhava para o volante Jeovânio, do Grêmio, em uma partida do Campeonato Gaúcho de 2006. Ele negou, mas pegou 120 dias de suspensão, e, curiosamente, ele encerrou sua carreira com a camisa 10 do Santos, cujo dono mais famoso é o Rei Pelé, um jogador negro.

Vasco x Juventus sub-20 em 2013 na Itália - O caso do volante Gabriel Tiné, na época com16 anos, que foi chamado de macaco, em português, pelos juvenis do Juventus da Itália trouxe à tona um tema desagradável e recorrente no futebol, o racismo. O ex-jogador Edmundo utilizou o Facebook para desabafar: “Lamentável o que aconteceu na Itália com a equipe sub-16 do Vasco contra o Juventus. Como é vergonhoso descobrir que ainda existem atos de racismo dentro de esportes tão tradicionais. Joguei na Itália e repudio qualquer ato desse tipo. Inclusive, defendo punições graves e espero que o preconceito acabe no futebol, nas ruas e no mundo. Absurdo! Apesar de tudo, parabéns pela vitória, Vasco!!!”

Neymar - Na partida do Paris Saint-Germain contra Olympique de Marshelha, o camisa 10 foi vítima de racismo ao ser chamado de “macaco” pelo rival Álvaro Gonzáles. O jogador reclamou do acontecimento e depois deu um tapa em Álvaro o que culminou em sua expulsão durante a partida. Não foi a primeira vez que aconteceu com Neymar..
Na partida contra o Ituano, pelo Campeonato Paulista de 2013, ainda pelo Santos, o atacante questionou o técnico Roberto Fonseca, da equipe adversária, se o mesmo havia o chamado de “macaco”. Porém, sem ter certeza, Neymar voltou atrás e decidiu não polemizar.
Em um amistoso contra a Escócia, em março de 2011, o craque marcou os dois gols da vitória brasileira e foi intensamente vaiado pela torcida adversária. Durante a partida, um torcedor alemão infiltrado na parte da arquibancada com o maior número de brasileiros atirou uma banana em campo, em provocação ao jogador.
Depois de ir para Rússia, o lateral Roberto Carlos sofreu com racismo mais de uma vez. Em março, a torcida do Zenit atirou bananas em sua direção, e, em junho, o jogador deixou o campo mais cedo na vitória por 3 a 0 do Anzhi sobre o Krylya Sovetov pelo mesmo motivo.
Quando jogava no Palmeiras, o zagueiro Danilo ofendeu o defensor Manuel, do Atlético-PR, em uma partida de Copa do Brasil. Na ocasião, ele proferiu o insulto “macaco do c…” para se referir ao adversário. Como punição, ele ficou suspenso por 11 jogos do Campeonato Brasileiro. Julgado quase três anos depois, o atleta foi multado em mais de R$ 350 mil.

Outro caso em gramados brasileiros foi o de Máxi Lopez, que jogava no Grêmio, com o volante Elicarlos, do Cruzeiro. Na ocasião, o atacante teria xingado o adversário de “mono”, que significa macaco, em espanhol, e por pouco não saiu preso do Mineirão.
Ex-Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras, o atacante Obina sofreu com o racismo em uma partida da Copa do Brasil diante do Juventus, do Acre, em 2010. Em um treino do Galo na capital acreana, alguns torcedores adversários insultaram o jogador com gritos de “macaco”, o que gerou descontentamento do atleta. Em resposta aos ofensores, Obina igualou um recorde de Luis Fabiano e marcou cinco gols em sua estreia com a camisa alvinegra e o time venceu por 7 a 0.
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