Palmeiras e São Paulo fazem um Choque-Rei no Allianz Parque, na noite de hoje (10), às 19h, que pode mudar o futuro dos treinadores. Um tropeço no jogo válido pela 15ª rodada do Brasileirão colocaria pressão sobre Vanderlei Luxemburgo ou aumentaria a insatisfação com o trabalho recente de Fernando Diniz.
Luxa começou a semana com a expectativa de, enfim, fazer o Palmeiras embalar, mas voltou a receber fortes críticas da torcida nas redes sociais. O time perdeu para o Botafogo, encerrou a série de 20 partidas sem derrotas (dez vitórias e dez empates) e não conseguiu diminuir para dois pontos a distância para o líder Atlético-MG.
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A avaliação entre os palmeirenses é de que o técnico até agora não conseguiu fazer o time jogar bem, apesar do título paulista e a longa invencibilidade. Ainda que reclame de críticas exageradas, Luxa já admitiu a falta de desempenho e tem feito constantes mudanças táticas ao longo de toda a temporada. Internamente, a diretoria ainda o considera o nome ideal para comandar o Palmeiras.
Depois de começar 2020 no 4-2-3-1, o treinador chegou a tentar implementar um esquema com quatro atacantes, tendo Dudu como peça-chave. A partir da saída do camisa 7 para o Al-Duhail, do Qatar, encontrou dificuldades ofensivamente, que permanecem. Ganhou o Paulista com três volantes, e no Brasileiro já tentou fazer o Palmeiras jogar sem pontas, ou com um armador aberto pelo lado direito.
A mais recente tentativa é novamente com dois jogadores de velocidade no ataque e um meia mais centralizado. Wesley tem ganhado destaque na equipe, que deve contar com a volta de Luiz Adriano. Ele fez gols nos outros dois clássicos pelo Brasileiro, contra Santos e Corinthians. Vencer o Choque-Rei fará Luxemburgo terminar o primeiro turno com 100% diante dos maiores rivais. Mas para acalmar a torcida, o desempenho será levado muito em conta.
Fernando Diniz vive um momento mais conturbado à frente do São Paulo. Pressionado durante a última semana, o técnico conseguiu uma trégua com a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-GO, no Morumbi. O resultado aliviou a situação do treinador, mas não foi o suficiente para deixá-lo tranquilo em seu cargo.
Ele segue pressionado por uma sequência positiva na temporada. A permanência no CT da Barra Funda ocorre por uma decisão do executivo de futebol do clube, Raí. O dirigente é admirador do trabalho do técnico e não pretende deixá-lo sair até o fim da gestão de Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, que se encerra em dezembro.
Uma derrota sobre o Palmeiras, no entanto, pode transformar a queda de Diniz em algo inevitável no São Paulo. O treinador trabalha com a necessidade de um resultado positivo no fim de semana para defender também o próprio emprego. Alguns fatores são preponderantes para a pressão sobre o comandante, mas os dois casos mais evidentes são as eliminações nas quartas de final do Paulista, para o Mirassol, e na fase de grupos da Libertadores.
No início da semana, mesmo com a decisão de manutenção de Fernando Diniz, a diretoria do São Paulo já havia pensado em outros nomes para o cargo. Diego Aguirre, Paulo Autuori, Rogério Ceni e Vagner Mancini foram cogitados.
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Concordo com o Marcelo, Diniz é o amor do Raí, não vai sair nunca.
Vou torcer para o SP , independente do Diniz , e sim para poder brigar pela ponta da tabela , onde eh nosso lugar !!! Já que no próximo mandato ele será demitido mesmo , então que não saia da parte de cima , avante tricolor 3 x 1 !!!
O SP tem que vender Arboleda, Pablo e Vitor Bueno e contratar Soltedo.O Huachipato nao recebeu 1 centavo do Santos e estao temerosos em perder seu camisa 10. Terao que pagar 19 milhoes de reais