Lugano faz alerta sobre depressão e fala de sofrimento de Carneiro após doping

Fonte UOL
Gonzalo Carneiro chegou ao São Paulo em abril de 2018, após deixar o Defensor, de Montevidéu
(Imagem: Marcello Zambrana/AGIF)

Gonzalo Carneiro está com depressão e buscou ajuda clínica após ser afastado do esporte por um caso de doping. É o que contou Diego Lugano, relações institucionais do São Paulo, na terceira parte da entrevista exclusiva com o ídolo tricolor publicada pelo UOL Esporte.

O ex-zagueiro foi o responsável por indicar a contratação de Carneiro em abril do ano passado, quando o atacante estava machucado e longe de uma renovação com o Defensor, de Montevidéu. Lugano viu o negócio como uma oportunidade de mercado de baixo custo — foram investidos cerca de R$ 2,6 milhões na contratação —, mas admite que o jogador sofreu para se adaptar ao futebol brasileiro e não conseguiu prosperar. O dirigente só lamenta não ter conseguido mais falar com Carneiro.

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"Não, não falei ainda. Sei que ele está com depressão, que foi procurar ajuda clínica. Mas não falei com ele. Sei que isso acontece com muitos meninos. É muito mais comum do que as pessoas imaginam. É incrível, cara, a quantidade de gente que sofre em silêncio com isso e ninguém sabe", disse Lugano.
O São Paulo suspendeu o contrato de Carneiro assim que o caso de doping foi anunciado, como é de praxe. O clube ofereceu apoio ao atacante, que logo foi para o Uruguai ficar com a família e cuidar da saúde. Meses depois, em outubro, um julgamento definiu a suspensão de dois anos para o atleta são-paulino.
Lugano agora se preocupa com o futuro de Carneiro, afinal, vê casos de depressão e uso de drogas como tabus no futebol: "Talvez os jogadores tenham medo da exposição, por serem figuras públicas. O futebol faz com que jovens recebam uma pressão muito grande muito cedo, que as pessoas dessa idade normalmente não têm. Cada vez mais os psicólogos e sociólogos estudam isso e falam que 33% dos jogadores têm algum tipo de depressão ou são propensos a ter. É algo muito grande e pode fechar portas, assim como para quem teve problemas com drogas. É claro que o futebol não é uma ONG que pode viver para resolver o problema dos outros, mas é triste".
Na vida e na carreira, Lugano diz que nunca sofreu com depressão, mas lembra que foi difícil conviver com a instabilidade emocional gerada pela temporada de 2017. Era seu último ano como jogador e o São Paulo brigava para não cair, mas no fim foi possível se recuperar e se manter saudável.

"São picos emocionais. Em 2017, foi o mais próximo que tive, uma tristeza profunda e não havia tempo para lamentar. Esse tema é delicadíssimo, precisa ser estudado. E os clubes grandes como o São Paulo precisam ficar cada vez mais atentos. Já vi muitos casos. Não foi um, não foram dois, nem três. Foram muitos", alertou.
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