Conselho de administração do São Paulo cobra redução de 50% em dívida e parcerias por D. Alves

Fonte Uol/Blog do Perrone
Um dos principais motivos que fizeram o Conselho de Administração do São Paulo vetar o orçamento apresentado pela diretoria para 2020 foi uma discordância sobre a relação entre despesas e receitas. O órgão deseja que o orçamento permita uma queda de 50% no endividamento a curto prazo do clube. Porém, o blog não teve acesso a esses valores. Outro pedido do grupo, que colabora com a gestão, é a apresentação de parceiros para ajudar a bancar os salários de Daniel Alves.

Integrantes do Conselho de Administração atuam em conjunto com funcionários do departamento financeiro para preparar uma peça substitutiva, conforme apurou o blog. Em linhas gerais, o trabalho é básico: cortar despesas em todas as áreas, principalmente o futebol, e criar novas expectativas de receitas.

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O entendimento é de que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, teve autorização para fazer um alto investimento no elenco para a atual temporada. A menos que aconteça uma considerável injeção de dinheiro, principalmente com a venda de atletas, a ideia que é os gastos sejam menores e mais certeiros nas contratações. A diretoria é cobrada para evitar despesas com jogadores que não conseguem ser titulares.
As alterações no orçamento almejadas pelo Conselho de Administração também atingem as categorias de base. O órgão considerou altos para a situação do São Paulo os números apresentados no relatório original. A primeira versão registrou previsão de investimento de R$ 22,8 milhões na formação de atletas e despesa de outros R$ 300 mil em melhorias no CT de Cotia.
Direção já havia cortado custos
Em relação ao profissional, já existia por parte da diretoria a projeção de redução de gastos com salários, encargos e direitos de imagem no próximo ano no valor de R$ 26,8 milhões. Preocupada em reduzir custos, a diretoria apresentou previsão de compra de direitos econômicos de apenas três jogadores com despesa total de R$ 19,5 milhões. Isso, além de gastar R$ 2 milhões para exercer a opção de compra dos direitos de Igor Vinícius.
Também demonstrando interesse em apertar os cintos, a diretoria projetou só fazer novos gastos com contratações se a meta de redução salarial for superior ao montante previsto. Nesse caso, será investida metade da quantia excedente.

Outro ponto que fez membros do Comitê de Administração torcerem o nariz para o orçamento foi a não apresentação do projeto detalhado, com nomes de parceiros, para pagar os gastos salariais com Daniel Alves. Eles esperam que a direção faça isso ainda nessa semana.
Procurado pelo blog, o diretor financeiro do São Paulo, Elias Barquete Albarello não respondeu às perguntas feitas por aplicativo de mensagem por celular até a publicação deste post.
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