Tetracampeonato brasileiro completa treze anos

O Tricolor venceu o quarto Campeonato Brasileiro da história do clube no dia 19 de novembro de 2006

Fonte Site Oficial
por Rubens Chiri / saopaulofc.net
No dia 19 de novembro de 2006, há 13 anos, o Tricolor conquistou o tetracampeonato brasileiro. O título, que viria a ser o primeiro de uma série inédita, e até hoje não repetida por clube algum, de três conquistas consecutivas no principal torneio nacional, veio como consagração ao elenco que já havia sido campeão mundial e sul-americano no ano anterior, mas que deixara escapar o bi continental no primeiro semestre.

A TEMPORADA
Em 2006, Muricy Ramalho retornara ao comando do clube. Craque dos anos 70, auxiliar de Telê nos anos 90 e campeão com o Expressinho em 1994, Muricy vinha determinado a vencer pelo Tricolor. Também no começo do ano, Rogério Ceni passou por uma artroscopia. Do time campeão do mundo, saíram Amoroso e Grafite.

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No Paulista, o time ficou com o vice-campeonato, por um ponto. Na Libertadores, o Palmeiras mais uma vez caiu frente ao Tricolor, com direito a gol de Rogério (de pênalti), na partida de volta, no Morumbi. Após jogos emocionantes contra Estudiantes e Chivas, e o São Paulo chegou à sexta final da competição da história do clube contra o Internacional de Porto Alegre. Dessa vez, porém, a sorte passou longe do Morumbi, que também se despediu do ídolo uruguaio Diego Lugano, rumo à Turquia.
O BRASILEIRÃO
Com a eliminação no torneio continental, tudo poderia ruir de repente. No jogo seguinte do time, no dia 20 de agosto, o Tricolor enfrentou o Cruzeiro (então sexto colocado na classificação geral do Brasileirão), fora de casa. Certamente abatidos, os são-paulinos começaram mal o jogo. Logo aos oito minutos, Alex Silva (que assumiu a posição com a saída de Lugano, para o Fenerbahçe), marcou um gol contra. Ainda no primeiro tempo, aos 34 minutos, Michel ampliou o placar para os cruzeirenses. Para piorar, quatro minutos depois, o árbitro assinalou pênalti de Josué em Wagner. O São Paulo poderia deixar o Mineirão, naquele dia, goleado e abalado, mesmo mantendo-se na liderança do campeonato.
Mas foi nesse momento que a estrela de um ídolo brilhou mais forte e recolocou os tricolores no trilho. Rogério Ceni defendeu a cobrança de Wagner. A fortuna mudava de lado.
Ainda no primeiro tempo, aos 43 minutos, Souza sofreu falta a certa distância da grande área do time mineiro. O Capitão, mesmo assim, avançou e tomou a bola para a cobrança, mas não a executou como tantas outras vezes já o fizera antes: desta vez, tocou suavemente para o mesmo Souza só ajeitá-la mais ao lado, saindo um pouco da barreira. Livre para o chute, a bola aninhou-se no fundo das redes do goleiro Fábio. 2 a 1.
(Foi o gol do recorde mundial de Rogério Ceni pelo Guinness, mas essa é outra história).
Na segunda etapa, o Tricolor voltou melhor, pressionando. Deu resultado: aos 17 minutos, o centroavante Aloísio sofreu pênalti. A responsabilidade da cobrança, é claro, seria do goleiro artilheiro. Ele cobrou com perfeição, com um chute forte a bola foi alta: Fábio não teria chance de pegá-la, mesmo se tivesse caído no canto certo. 2 a 2. Foi o resultado final.
E assim, com a fantástica reação capitaneada por Rogério Ceni, o Tricolor se reergueu rumo ao título.
Das 38 rodadas disputadas naquela edição, o São Paulo liderou 28. Ao assumir a liderança, na 12ª, não a perdeu mais, sendo campeão também dos dois turnos da competição.
O título foi decidido com duas rodadas de antecipação, no empate em 1x1 com o Atlético-PR, com gol de Fabão no Morumbi. Depois de 15 anos, mais uma vez o Tricolor era campeão nacional. Fato natural para o clube que, até então, conquistara o Brasil ao menos uma vez em cada década de existência do torneio.
Rogério Ceni, que perdera os dois jogos anteriores à decisão por uma contusão, recuperou-se em tempo recorde para levantar a taça!
O jogo da cerimônia oficial de entrega das faixas de campeão e do troféu oficial, na rodada seguinte, foi justa e curiosamente, contra o Cruzeiro, também no Morumbi, e o Tricolor venceu por 2 a 0, com gols dos predestinados Rogério Ceni e Fabão.
Essa conquista foi o passo inicial da jornada que culminou com o hexacampeonato nacional em 2008 e o consequente tricampeonato consecutivo - feito então inédito e não igualado até hoje.
A DECISÃO
19.11.2006
São Paulo (SP)
Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)
SÃO PAULO Futebol Clube 1 X 1 Clube ATLÉTICO PARANAENSE
SPFC: Rogério Ceni (capitão); Ilsinho, Fabão, Miranda e Junior; Mineiro, Josué, Souza (Thiago Ribeiro) e Danilo; Leandro (Alex Silva) e Aloísio (Lenilson). Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Fabão , 25'/1.
CAP: Cléber; Evanílson, Danilo (capitão), Gustavo e Michel; Erandir, Alan Bahia (Marcelo Silva), Cristian e David Ferreira; Marcos Aurélio (Válber) e Denis Marques (Paulo Rink). Técnico: Oswaldo Alvarez.
Árbitro: Alicio Pena Junior
Renda: R$ 684.733,00
Público: 68.237 pagantes




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