Para a final contra o Corinthians, Cris é um nome confirmado. Sua volta ao Brasil foi muito positiva, atuando ao lado de garotas mais jovens, ela costuma ser ‘a voz da experiência’, dentro de campo para ajudar as mais novas e fora, para clamar por direitos no futebol feminino.
A decisão de voltar ao Brasil foi ficar perto da família, mas foi algo positivo para atrair mais atenções à modalidade. No exterior, ela passou duas temporadas no PSG e em seguida, no Changchun Zhoyue, da China, e teve a oportunidade de conhecer diferentes estilos de jogo.
Ela reconheceu o nível técnico altíssimo do Campeonato Paulista, mas com os pés no chão, afirma que não dá para comparar com o futebol lá fora.
“Depende do país para conseguir fazer uma comparação. Na Europa ainda não, porque a gente entende que os clubes procuram pegar as melhores atletas dentro de suas seleções, montarem equipes muito fortes, dar toda a estrutura possível. Dentro do país [Brasil] tem equipe que ainda não tem estrutura para poder dar para o atleta o que ele realmente precisa para o desenvolvimento”, disse Cristiane.
Ela ainda completou dizendo muitos profissionais ainda precisam se mobilizar para evoluir e, consequentemente, evoluir as jogadoras também. “Eles são nossos professores, então o que ele aprendeu e evoluiu, ele traz isso para o atleta”, completou.
E apesar do abismo entre América do Sul e Europa no futebol, ela reconhece que algumas coisas estão crescendo e que as próprias jogadoras estão procurando evoluir ainda mais para elevarem o nível técnico e serem páreo quando tiverem a oportunidade de jogar fora - ou contra clubes do exterior.
Cris entra em campo com o São Paulo na #FinalMajestosa contra o Corinthians neste sábado (2) a partir das 11h (de Brasília) em busca do primeiro título paulista de seu currículo.
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