[COMENTE] Reforçado com Antony e Dani Alves, qual deve ser a postura do Tricolor para encarar o Cruzeiro fora de casa?

Nos quatro jogos até agora com o treinador, equipe obteve duas vitórias em casa, sobre Fortaleza e Corinthians, e dois empates fora, com Flamengo e Bahia

Fonte Estadão.com
(Foto: Reprodução/Metroples)
Fernando Diniz completa nesta quarta-feira 20 dias de trabalho no São Paulo. À noite, o time visita o Cruzeiro, no Mineirão, e tenta manter-se invicto sob seu comando. Nos quatro jogos até agora com o treinador à beira do campo, o São Paulo obteve duas vitórias em casa, sobre Fortaleza e Corinthians, e dois empates fora, com Flamengo e Bahia.

Apesar do pouco tempo de trabalho, as características do técnico já aparecem no time. Se antes Cuca pensava em um estilo de jogo com menos troca de passes e, consequentemente, menor posse de bola, jogadas mais verticais e com velocidade, agora Diniz tenta cadenciar a equipe com saídas pelo chão desde o goleiro Tiago Volpi.
Volpi, aliás, tem feito trabalhos específicos com os pés durante os treinamentos no CT da Barra Funda. A ideia é que a construção das jogadas tenha início com o goleiro, uma marca das equipes que Diniz já comandou.
Além das atividades em campo, outra mudança no dia a dia do São Paulo foram as conversas mais longas com os jogadores de forma individual. Ex-meia e formado em Psicologia, Diniz tenta entender o "lado humano" do atleta durante os bate-papos. O atacante Alexandre Pato é um dos que têm recebido atenção especial do treinador.
"Não é só comigo, mas com todos os jogadores. Ele tem essa afinidade, está trazendo o grupo para ele, pelo jeito que ele é, uma pessoa confiável. Comigo ele tem conversado bastante, confia no meu futebol", afirmou Pato.
Os novos métodos parecem ter agradado ao elenco tricolor. Em diversas entrevistas, os jogadores elogiaram o técnico. Quem mais expôs as diferenças entre Diniz e Cuca foi o experiente Daniel Alves, de 36 anos. O lateral-direito e outros líderes do grupo foram ouvidos pela diretoria e "indicaram" Diniz após a saída de Cuca.
"São duas ideias bem opostas. O Cuca prezava por marcações individuais, prezava por coisas conceituais. Algumas a equipe conseguia assimilar, mas outras nem tanto. Acredito que o Diniz veio dar esse 'upzinho' no nosso time, de mais posicionamento, mais organização tática, mais personalidade de jogar, independentemente da zona ou do lugar. Um pouco da modernidade do futebol. Sabemos que os conceitos são muito modernos e vão nos ajudar a conseguir coisas importantes", disse Daniel Alves.
Com Diniz, a postura do São Paulo será sempre agressiva, "de peito aberto", como afirmou o próprio treinador. Fã de um futebol "mais plástico", o técnico tem como principal desafio deixar os atletas confiantes para executarem o modelo de jogo. Diniz acredita que sua equipe tende a evoluir com o passar do tempo.

"O São Paulo pode chegar muito longe, temos de pensar sempre no melhor. É trabalhar treino a treino, jogo a jogo, mas o São Paulo sempre vai entrar para vencer seus jogos. A postura do time vai ser sempre agressiva, encarando o adversário de peito aberto. Acredito que essa equipe tem muito para evoluir em termos de qualidade de jogo e pontuação no campeonato", projetou Diniz.
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