final da Copa do Brasil, vai expor ainda mais os recentes problemas tricolores, e apenas
postergar a solução a ser dada por Cuca, em caso de classificação. Isso porque será necessária
uma vitória por diferença de dois gols para conquistar a classificação, algo que o São Paulo não
faz há um mês, exatamente na estreia do Brasileirão (venceu o Botafogo por 2x0), além de não
conseguir vitórias por este placar há muito tempo em mata mata.
Falta, tanto para Cuca quanto para a maioria dos jogadores, um entendimento maior da
urgência de resultados e da necessidade de um ambiente estável e pacífico para melhora do
time no geral. E isso só vem com vitórias, mesmo que não seja exibindo um futebol vistoso e
de amplos placares. São os jogos decisivos no ano (contra Talleres na Pré-Libertadores,
Corinthians na final do Paulista e novamente o rival pelo Brasileiro) que o São Paulo deixou a
desejar, e que jogaram abaixo qualquer perspectiva de sequência e de confiança a todos.
Sabe-se que um salto de produção como este leva tempo, algo escasso devido aos insucessos
recentes da equipe. Cuca parece não ter encontrado peças que se encaixem no estilo de jogo
que está propondo desde que assumiu o time, e como bem citado por analistas, começa a usar
da tática de tentativa e erro. Isso porque utilizou diferentes armadores no time titular
(esquema com 3 volantes, Hernanes, Vitor Bueno e, no jogo de ida Igor Gomes, já foram
usados na posição sem dar resultado).
Com esta falta de convicção e o baixo rendimento dos jogadores, falta poder ofensivo para o
time, que muitas vezes insiste em jogadas centralizadas (justamente pela falta deste homem
referência), e sacrifica o jogo rápido e vertical de Antony e Éverton. Pato, que declarou
recentemente não estar 100% e joga incomodado pela falta de condições, acaba não
produzindo como atacante central, e sente falta de algum jogador que se aproxime mais para
criar jogadas.
Com os problemas mapeados, e contando com as recentes baixas envolvendo Luan e Toró
(ambos no clássico), além da saída de Antony para a seleção de base (outro absurdo
cometido por comissão e diretoria) Cuca terá de repensar o modo que ataca, e surpreender o
adversário, pois a previsibilidade do time é muito alta e o jogo terá um ambiente comumente
difícil para o São Paulo, quando o oponente joga muito fechado, expondo a falta de jogadas e
trabalhando em cima dos erros cometidos no ataque.
Temos destaques individuais para conseguir o resultado, ao menos para levar a partida aos
pênaltis, como exemplo o próprio Pato e também Hernanes. Para que algum deles se
sobressaia, o coletivo como um todo deve entender o cenário do jogo e agir rapidamente, pois
a chave estará em mostrar algo que o Bahia certamente não espera, mas que o São Paulo
ainda não conseguiu por em prática até agora.
Cuca, convicção, São Paulo, Bahia,