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O bom desempenho dos garotos, porém, faz com que diretoria e comissão técnica enxerguem com enorme preocupação a janela europeia de transferências, que se abre em junho/julho. O técnico Cuca recebeu, do presidente Leco, a garantia de que as promessas não serão vendidas neste meio de ano. Porém, o treinador tem total consciência de que, dependendo da oferta, será difícil de segurar os jovens.
“Recebi (a garantia). Mas no futebol a gente não pode cravar. Se eu fosse presidente, também falaria que os jovens não vão sair. Mas, se amanhã vem 40 ou 50 milhões de euros, vou ter que roer a corda. Nossa realidade nos obriga a fazer isso. Se for algo extraordinário, a venda vai acontecer. Do contrário, como o Leco passou para nós, o Raí, a gente vai manter esses meninos”, reconheceu, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, no CT da Barra Funda.
São 13 pratas da casa integrados ao elenco atual do São Paulo. Desses, oito já foram utilizados ou são utilizados com mais frequência. São eles: o zagueiro Walce; os meio-campistas Luan, Liziero, Igor Gomes e Helinho; e os atacantes Antony, Toró e Brenner.
Cuca admite que a permanência da garotada dá uma segurança maior para construir um projeto, dar sequência ao trabalho. No entanto, o comandante faz questão de pontuar que isso de nada irá adiantar, se não for a longo prazo.
“Não seria hoje que dá tranquilidade. O que melhora tudo é o tempo, saber como o companheiro gosta de receber e de tocar uma bola. Eles têm da base alguma coisa em relação a isso. Imagina se em três anos anos você consegue manter uma espinha, sonhando aqui… como o Ajax tem lá. Não aconteceu em seis meses, aconteceu em dois, três ou quatro anos. Se a gente consegue perder o mínimo possível, o Cuca sai, sai um monte, mas os jogadores tem que ficar, pra ter a família São Paulo. Os caras identificados com o clube, isso que está faltando”, concluiu.
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