O ciclo de contratações do São Paulo não está encerrado com os acertos de Tréllez e Nenê – a dupla depende de exames, a serem realizados na segunda-feira, e assinatura de contratos para ser anunciada. O clube segue de olho em possibilidades no mercado.
O técnico Dorival Júnior explicou no último sábado que o clube trabalhava outros nomes e funções, mas elogiou a dupla, apresentada pela diretoria como oportunidadade de mercado.
Eles não eram prioridades porque não são jogadores rápidos, de lado de campo. É essa a característica buscada pela comissão técnica.
Em entrevistas recentes, Dorival deixou claro que queria mais "um ou dois" elementos. Em tese, os últimos reforços atenderiam a expectativa, mas a ideia é ter outros pontas.
Marcos Guilherme, por exemplo, tem papel fundamental no atual modelo de jogo do Tricolor, pois consegue infiltrar por trás das defesas adversárias. Mas é o único jogador mais experiente e rodado para a posição.
As outras opções são da base. Maicosuel e Júnior Tavares, usados como pontas na estreia diante do São Bento, sequer foram relacionados contra Novorizontino, Mirassol e Corinthians.
Tréllez atuava mais como centroavante no Vitória, embora tenha mobilidade. Nenê, por sua vez, atua por dentro, como organizador e não tem a velocidade como característica. Os nomes surgiram como opções viáveis financeiramente e foram levantados pela diretoria.
Na última sexta-feira, o São Paulo desistiu de Carlos Eduardo, do Goiás, pela alta pedida financeira do clube Esmeraldino. O atleta de 21 anos atua como ponta e tem o perfil desejado.
Dessa maneira, o São Paulo seguirá de olho em outros jogadores velozes. Caso não consiga encontrar uma negociação viável financeiramente e que se encaixe no perfil buscado, a solução será buscada na base. Hoje são 16 garotos de Cotia no elenco, sem contar Rodrigo Caio.