Nada mais justo com um Mestre do futebol, que preferia perder a praticar um mau futebol. Só por essa frase, por esse conceito, já mereceria ser eternizado. Mas Telê foi muito além da ideia, conquistou na prática.
Eternizado nos corações e mentes do mundo da bola ao moldar um dos maiores esquadrões da história futebol, a seleção brasileira, que disputou a Copa do Mundo de 1982, e desfilava um jogo ofensivo, envolvente e encantador, formado por craques como Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, entre outros monstros da bola.
Telê Santana foi tão além nos conceitos da bola, que conseguiu a proeza de transformar uma seleção que não venceu o Mundial, a de 82, em referência do bom futebol, ideal buscado por todo grande técnico. Telê conseguiu ser vitorioso até na derrota.
Na história do São Paulo, Telê Santana será o eterno Mestre, responsável por 22 títulos em sua passagem, sendo duas vezes a Libertadores da América e duas vezes o Mundial, o Mestre colocou o São Paulo em outro patamar do futebol.
Para que não seja “uma passagem desbotada na memória, de nossas novas gerações”, como já cantou Chico Buarque em Vai Passar, inserir o nome de Telê fisicamente na cidade, no entorno do Morumbi, em nome de avenida, representa uma atitude importante para preservar a memória de um dos maiores treinadores do planeta e, sem dúvida, o maior da história do São Paulo.