São Paulo precisa de Pratto e Cícero perto da área para ser mais perigoso

Melhores momentos do Tricolor na derrota para a Ponte Preta aconteceram justamente com o centroavante enfiado entre os zagueiros e o meio-campista aparecendo como elemento surpresa

Fonte Globo Esporte
Pratto joga mais recuado do que Gilberto (Foto: Marcelo Prado)
Na derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, no último domingo, em Campinas, o São Paulo não fez um segundo tempo que se espera de um time embalado por duas vitórias. Razão pela qual seria um pouco simplório atribuir a apenas dois aspectos o resultado no Moisés Lucarelli: Pratto longe da área e Cícero pouco ativo. E também porque eles não explicam outros fatores determinantes, como a queda de rendimento físico na segunda metade da partida e o mérito do adversário – "detalhe" quase sempre ignorado quando a análise se baliza apenas pelo lado de quem perdeu.

Mas já é hora de falarmos dos posicionamentos de Lucas Pratto e Cícero. O primeiro, goleador nato e um incômodo constante para os defensores rivais, passou - e tem passado - muito tempo fora da "cozinha". O segundo, que viveu os melhores momentos na carreira exatamente quando cruzou a linha intermediária para se intrometer no espaço dos atacantes, fez isso apenas durante um tempo em Campinas.
Não à toa, nesse período, criou algumas das melhores chances do Tricolor. Depois, porém, retornou ao que pode ser chamado de "zona Kaká", o recorte do campo aonde o ídolo são-paulino desfilou seu talento na última passagem pelo Morumbi – mas que parece não funcionar tão bem para Cícero.
Voltemos um pouco ao argentino. Reparem, no vídeo abaixo, uma das boas oportunidades criadas pelo São Paulo nos 45 minutos iniciais.
Pratto estava dentro da grande área. É ali onde ele funciona, incomoda, mostra o que tem de melhor. Foi assim também no clássico contra o Palmeiras. Bola enfiada, para ele finalizar de primeira. Funcionava como uma beleza nos tempos de Atlético-MG. Dá certo igualmente no São Paulo.
Não se trata de abrir mão de outra característica natural do gringo, que é buscar o jogo. O "hermano" sempre foi de procurar a bola, principalmente quando esta deixa de chegar aos seus pés, como é possível em uma jogada ainda na etapa inicial, momento em que Tricolor e Ponte faziam um duelo equilibrado.
Aliás, como Rogério Ceni bem lembrou ao fim da partida, o segundo gol do São Paulo no Choque-Rei nasceu justamente de um lance em que Pratto saiu de seu habitat e pôs Luiz Araújo na cara de Prass.
O problema se dá quando Pratto deixa de ser centroavante para ser apenas armador. No segundo tempo da derrota para a Macaca, o treinador são-paulino recuou deliberadamente seu camisa 14 para o meio quando colocou Gilberto no jogo, na vaga de Thomaz. A imagem abaixo é o retrato perfeito do desenho tático que se formou a partir dali.
No caso de Cícero, ele não possui a mesma obrigação do companheiro de estar próximo do gol adversário, mas, seja por não aguentar o ritmo durante todo o jogo – já tem 32 anos – ou por orientação de Ceni, parece ir tomando menos gosto, com o passar do tempo, de surpreender. E desperdiça, assim, a chance de ser muito mais importante para o São Paulo do que vem sendo. Como citado lá em cima, o camisa 8 abandona o ofício de elemento surpresa para trafegar pela zona Kaká, onde nem defende nem ataca. Vira um passador de toques curtos – foi o segundo do time com o maior número de passes certos: 44, atrás de Junior Tavares (48).
Como já mencionado, essas duas questões não resumem o placar de 1 a 0. Faltaria falar dos méritos de Gilson Kleina, bom observador ao perceber que Emerson Sheik renderia muito mais como ponta do que o improvisado Nino Paraíba. A sua substituição no intervalo mudou a cara do confronto.
Mas que é estranho ver Pratto sair tanto da área, e Cícero ficar tão longe dela, é.
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