O técnico, porém, diz não se incomodar com as críticas, e faz questão de blindar os jogadores. O clube, aliás, tem escalado os mais experientes para falar nesse período de má fase.
– No último mês, não apresentamos um futebol digno de elogios. Temos que melhorar nosso nível de jogo para que os elogios voltem a acontecer para todos nós. Não me machuca as críticas. Não sou apegado ao que se fala. Respeito a opinião de cada um. Entendo as críticas construtivas. Conheço bem as figuras que tentam depreciar, criar tumultos. Tento melhorar o meu trabalho no dia a dia – ressaltou o treinador.
Um dos motivos que explicam a piora do São Paulo é o aspecto físico. Alguns atletas sofreram lesões, enquanto outros tiveram queda de rendimento.
– Os atletas que sofreram lesões ficaram muito tempo parado, o que acaba criando uma defasagem física. Os que estavam abaixo trabalharam segunda e terça em dois períodos fisicamente. Não evolui em pouco tempo. Mas todos tentam se aprimorar. Aproveitamos para melhorar, nos dedicamos à parte técnica e física, mas não fizemos placar convincente com o Cruzeiro, apesar do jogo parelho. Sofremos o gol e não tivemos força para empatar o jogo, um resultado minimamente bom. Isso atrapalha – explicou o técnico.
Apesar do momento adverso, o treinador vê o elenco com força psicológica para buscar a recuperação nas próximas partidas do Campeonato Brasileiro. Segunda-feira tem jogo contra o Avaí, no Morumbi, pela segunda rodada do nacional.
– Vejo o grupo bem. Ontem (quinta) tivemos um treino muito intenso. Treinamos segunda e terça, depois demos a folga na quarta. Hoje é uma pena porque estava às oito da manhã no campo e estava muito encharcado. Algumas posições temos poucos jogadores e não podemos perder mais atletas. Todos estão felizes. Que possamos levar essa confiança para os jogos. Falta demonstrar na hora da partida. Todos trabalham num grande clube, tem toda a infraestrutura disponível – disse o comandante.