As três eliminações do São Paulo na temporada colocaram o emprego de Rogério Ceni em risco. Desde a última quarta-feira, quando o Tricolor caiu diante do nanico Defensa y Justicia-ARG, na Copa Sul-Americana, é forte a pressão dentro do Morumbi para que o treinador seja demitido. Gente de peso dentro do Conselho de Administração do Tricolor defende a saída do ex-goleiro.
O assunto voltará a ser tratado nesta segunda-feira, durante reunião do órgão que foi recém-criado – o Conselho de Administração é composto por nove membros, entre eles o presidente Leco e o vice, Roberto Natel, e tem a missão de auxiliar nas grandes decisões.
Além de ter sido eliminado nas semifinais do Paulistão para o Corinthians, na quarta fase da Copa do Brasil para o Cruzeiro e na estreia da Sul-Americana para o Defensa, o São Paulo começou o Brasileirão com derrota, novamente para o Cruzeiro, no Mineirão, neste domingo. São 11 vitórias, nove empates e cinco derrotas em 25 jogos no ano.
A pressão em cima de Rogério Ceni tem a ver com a falta de resultados em campo, mas também com a impressão em parte da diretoria de que o treinador perdeu o comando do grupo. Do tipo: os atletas já não correm mais por Rogério Ceni. Nos últimos seis jogos, ele só venceu uma vez, conseguiu dois empates e sofreu três derrotas.
O único grande defensor de Ceni dentro do São Paulo hoje é Vinícius Pinotti. O novo diretor-executivo de futebol do Tricolor deixou bem claro logo depois da desclassificação para o Defensa que é favorável à manutenção do treinador, independentemente dos resultados. A decisão de dar a entrevista foi do próprio dirigente, sem consulta ou aval do presidente Leco ou dos membros do Conselho de Administração.
“O Rogério não veio passar apenas quatro meses aqui. A diretoria do São Paulo acredita em continuidade, o trabalho dele é bem-feito, é muito sério. O dia a dia do Rogério é muito bom e os jogadores estão fechados com ele”, assegurou Pinotti, no vestiário do Morumbi, pouco depois do empate em 1 a 1 com o Defensa y Justicia.