Rogério, em partes, tem razão. Com os 58,3% de aproveitamento obtidos até o momento (em 24 jogos), o São Paulo teria terminado a última edição do Campeonato Brasileiro na terceira colocação. Em comparação com os 24 primeiros jogos disputados em 2016, o clube do Morumbi também registra uma melhora significativa (somou sete pontos a mais). No entanto, quando analisado apenas o desempenho tricolor contra clubes da Série A, a estimativa é outra.
Sem levar em conta o empate no clássico contra o Corinthians, na Florida Cup (que não era um jogo oficial), o São Paulo disputou oito partidas contra clubes da Série A em 2017, tendo vencido apenas três delas, empatado duas e perdido outras três partidas - retrospecto que soma um aproveitamento de pontos de 45,8%. Tal índice é muito próximo ao obtido pelo próprio São Paulo na última edição do Brasileirão (45%), quando o clube terminou na décima colocação.
Trocando em miúdos: a evolução do São Paulo é relativa. Não é difícil notar que o estilo de jogo da equipe é mais ofensivo. A mudança, porém, trouxe consigo um indesejável desequilíbrio defensivo que tem custado muito caro ao clube.