Amigos galáticos e garra platina: Thomaz busca sucesso no São Paulo

Meia já morou com a família de Kaká, foi parceiro de Pato e usa o mate para se entrosar com os gringos do elenco do Tricolor. Experiência internacional é arma na Sul-Americana

Fonte Lancenet
11 de Maio de 2017
Se um dia você for desafiado por Thomaz para uma pelada dos amigos dele contra os seus, o mais indicado é recusar. As amizades do meia do São Paulo podem vir da Itália, da Argentina ou do Uruguai e o conduzem na luta por espaço e sucesso no Tricolor. A começar pelo duelo desta quinta-feira, às 21h45, contra o Defensa y Justicia (ARG) no Morumbi, pela Copa Sul-Americana.
Eles têm um time que briga muito e é veloz na frente, com jogadores muito rápidos. Só nos interessa vencer, o empate não serve (pois o primeiro jogo, na Argentina, terminou 0 a 0), então precisamos ir para cima desde o começo para passar dessa fase - projetou o camisa 19, em entrevista ao LANCE!.
O São Paulo precisa vencer para se classificar à segunda fase da Sul-Americana. Empates com gols dão a vaga ao Defensa
Thomaz tem pouco mais de um mês no São Paulo, com seis jogos, um gol e uma assistência. A história com o clube paulista, porém, é muito mais antiga, desde as primeiras categorias de base na sede social do Tricolor. Lá, conheceu a família Izecson dos Santos Leite, tornou-se amigo de Digão, o irmão mais jovem, e de Kaká, o mais ilustre, que chegaram a abrigá-lo em casa nas primeiras aventuras pelo futebol internacional, em Milão.
A Itália permitiu que Thomaz reencontrasse outro parceiro da juventude: Alexandre Pato, seu colega de sub-20 no Internacional. O atacante atuava com Kaká no Milan, enquanto o meia jogava pelo Chiasso, da Suíça, sediado em cidade distante 40 minutos de Milão.
O paulistano não parou de rodar o mundo. Na terra natal, conheceu Sidão, seu companheiro no Tricolor. Encarou o futebol dos Estados Unidos e, há três anos, o da Bolívia. Firmou-se no Jorge Wilstermann, jogou duas Sul-Americanas e uma Libertadores - a deste ano, na qual chamou a atenção do São Paulo mesmo aos 31 anos - e incrementou seu repertório cultural com elementos que o deixaram ainda mais em casa no elenco do Tricolor.

Já está adaptado ao clube? A torcida já te reconhece?
Estou adaptado. Creio que foi muito fácil pelo fato de ter começado na base daqui. O grupo é bom e os jogadores são tranquilos, o que ajuda muito. A relação com a torcida é muito boa. Até me surpreendi, porque joguei pouco e já me dão um carinho muito grande. Só posso agradecer e retribuir em campo.
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