Às vésperas da eleição presidencial, uma denúncia de nepotismo estremece os bastidores do clube. O conselheiro Denis Ormrod é quem a faz. Segundo ele, Marcelo Abrantes Pupo Barboza, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, teria contratado um escritório de advocacia para prestar serviços jurídicos ao clube. O problema é que o escritório teria, segundo Ormod, como um dos sócios o irmão de Pupo, Fábio Pupo, o que, caso seja provado, pode configurar gestão temerária.
O novo estatuto do clube, que entrará em vigor no dia 18 de abril, proíbe qualquer ação que configure nepotismo na celebração de contratos de prestação de serviços, o que também é vetado pelo Profut, que é o programa de refinanciamento de dívidas dos clubes com a Receita Federal. Uma das contrapartidas exigidas para que o clube tome parte do programa é a que versa sobre gestão temerária, sendo o nepotismo um dos pontos citados, justamente a acusação feita por Denis, que é opositor ao presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco.
“(o contrato existe) Desde 2014, e o irmão do presidente é sócio da empresa que presta serviço ao clube. Isso cria um problema ético e vai contra a histórica tradição de trabalho voluntário existente no São Paulo. O contrato excede os parâmetros normais de um escritório trabalhista, estando acima da média praticada no mercado”, diz Denis. “Quem contratou foi o (ex-diretor jurídico) Leonardo Serafim dos Anjos, mas já houve mudança. Quem esta lá é o Roberto Armelin, que deveria falar ao presidente que não pode. Mas quem é conivente é o Leco”.
Ormrod questiona o comportamento do presidente do Conselho, que, segunda suas palavras, exalta o amor pelo clube e permite que o irmão receba para prestar o serviço. “O que nos pasma é ele postar vídeo exaltando seu são-paulinismo (sic) e deixar o irmão ganhar dinheiro do clube. Isso não é normal. Ele mesmo falou no conselho que o irmão presta serviço, mas isso não faz parte das tradições do São Paulo e não concordamos com isso”.
Denis não poupa o presidente Leco, a quem considera omisso na questão. “Fica até ruim politicamente. O presidente do clube libera o presidente do Conselho para contratar o irmão em troca de apoio político e o Conselho, que é o principal órgão, fica amordaçado. É um órgão que deveria ser soberano está preso porque o irmão presta serviço. O processo do Jorginho Paulista está parado. Eu mesmo tenho uma representação contra mim que está parada. Ele segura todas as representações e não dá andamento em nenhuma. O presidente do maior órgão do clube não poderia aceitar uma coisa dessas. Ele deve estar acima de qualquer desconfiança”, conclui.
[SPFC.Net] Denúncia de nepotismo esquenta bastidores do São Paulo
Fonte SPFC.Net
31 de Março de 2017
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